Ativistas pró-resistência palestiniana partem vidros do banco JPMorgan Chase em Lisboa

Agência Lusa , AM
14 jun, 10:07
Banco JP Morgan (EPA)

Grupo de ativistas diz também ter escrito a frase “JPMorgan financia genocídio”

Um grupo de ativistas solidários com a resistência palestiniana manchou com tinta vermelha e partiu esta sexta-feira de madrugada os vidros do edifício onde está localizada a sede do banco JPMorgan Chase, em Lisboa, confirmou à Lusa a PSP.

Numa nota enviada à Lusa, um grupo de ativistas solidários com a resistência palestiniana, o Coletivo pela Libertação da Palestina e a Palestine Action diz também ter escrito a frase “JPMorgan financia genocídio”.

Fonte da PSP confirmou à Lusa que um grupo de pessoas partiu vidros e lançou balões com tinta contra o edifício situado na Rua Barata Salgueiro, em Lisboa, cerca das 05:19.

De acordo com a fonte da PSP, o grupo já não se encontrava no local quando a polícia chegou.

Os ativistas explicam na nota que a ação é uma resposta a uma chamada internacional iniciada pelos coletivos Palestina Libera e Ultima Generazione, em Itália, que também pintaram os escritórios da JPMorgan Chase em Milão e pediram a coletivos em todo o mundo que ajudassem a denunciar publicamente esta empresa.

“O protesto visa denunciar a cumplicidade do banco norte-americano JPMorgan Chase, o maior banco do mundo, com o projeto colonial sionista e o genocídio em curso na Palestina”, é referido na nota.

De acordo com os ativistas, a JPMorgan Chase “é atualmente financiadora de algumas das maiores empresas que apoiam diretamente a limpeza étnica do povo palestiniano, incluindo a Elbit Systems, a maior empresa de armamento israelita”.

Na nota, o grupo lembra os bombardeamentos na Faixa de Gaza nos últimos meses, sublinhando que “bancos como o JPMorgan nunca deixaram de financiar” Israel através de várias empresas fabricantes de armamento, uma das quais a “Elbit Systems, a maior empresa israelita de produção de armas e armamento militar para o exército israelita”.

Os ativistas apelam ainda a que “se pare de consentir com o genocídio a decorrer na Palestina” e comprometem-se a “resistir contra as empresas que lucram com a ocupação colonial da Palestina”.

Exigem igualmente que a “JPMorgan Chase e restantes empresas cúmplices com o genocídio cancelem todas as ligações com o estado sionista e empresas israelitas, começando pelo cancelamento imediato de todas as ligações com a Elbit Systems”.

“Exigimos boicote, desinvestimento e sanções a todas as organizações cúmplices com a ocupação. Exigimos o fim da ocupação da Palestina, o total desmantelamento do projeto colonial sionista e a autodeterminação do povo palestiniano”, referem ainda na nota.

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