Orbán não representou UE na reunião dos Estados Turcos, sublinha Borrell após críticas ao encontro com Putin

Agência Lusa
7 jul, 14:25
Borrell: "Netanyahu não ouve ninguém"

Encontro da Organização dos Estados Turcos, que integra o Azerbaijão, o Cazaquistão, o Quirguistão, a Turquia e o Uzbequistão, aconteceu após o primeiro-ministro da Hungria ter ido a Moscovo para se encontrar com Vladimir Putin

O Alto Representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros esclareceu que o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, não tinha mandato para representar a UE na reunião de sexta-feira e sábado de líderes da Organização dos Estados Turcos (OTS).

O esclarecimento de Josep Borrell surge depois de os dirigentes da UE terem sido obrigados a demarcar-se da reunião que Orbán realizou na sexta-feira, no Kremlin, com o Presidente russo, Vladimir Putin, dias depois de a Hungria ter assumido, a 1 de julho, a presidência rotativa do Conselho da UE, que exercerá até 31 de dezembro.

Num comunicado emitido na noite de sábado, Borrell explicou que este papel "não implica qualquer representação da União" em questões de política externa, cuja função cabe ao Alto Representante da UE para os Negócios Estrangeiros – o próprio Borrell - e ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

"A Hungria não recebeu qualquer mandato do Conselho da UE para avançar nas relações com a Organização dos Estados Turcos", acrescentou o dirigente espanhol.

Segundo Borrell, a visita de Orbán à reunião informal dos dirigentes da OTS, realizada em Shusha, no Azerbaijão, insere-se nas "relações bilaterais" entre a Hungria e esta entidade.

A Organização dos Estados Turcos, criada em 2009, inclui o Azerbaijão, o Cazaquistão, o Quirguistão, a Turquia e o Uzbequistão, participando também nos seus trabalhos o Turquemenistão e a Hungria, na qualidade de observadores.

No comunicado, Borrell aproveitou para denunciar as tentativas da OTS de "legitimar como observador" da sua organização a autoproclamada República Turca do Norte de Chipre, uma "entidade secessionista" que ocupa o terço norte da ilha desde 1974 e cuja existência só é reconhecida internacionalmente pela Turquia.

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