Sócrates reage a suspeitas de esquema: "Santos Silva nunca mais me pagou nem um cafezinho"

12 fev, 21:24
O ex-primeiro-ministro José Sócrates, principal arguido no caso de corrupção Operação Marques, chega ao Tribunal Penal Central de Lisboa, em Lisboa, Portugal, a 10 de setembro de 2025. EPA/FILIPE AMORIM. LUSA

Ex-primeiro-ministro diz desconhecer "em absoluto qualquer negócio entre terceiros sobre compras de casas e outras transações"

José Sócrates, confrontado com a investigação do semanário Sol sobre um alegado novo esquema de branqueamento de capitais que permita ao amigo Carlos Santos Silva financiar-lhe a vida nos últimos anos - através da compra fictícia de uma casa, na Malveira, a um primo do antigo primeiro-ministro -, diz à CNN Portugal desconhecer “em absoluto qualquer negócio entre terceiros sobre compras de casas e outras transações. Nada disso me diz respeito”. 

“É algo de que me defendo há 12 anos e que se repete: o único padrão que se mantém é o da maledicência e das falsidades no espaço público contra mim”, diz, reforçando: “desde que fomos presos em 2014 que o engenheiro Santos Silva não me paga nem sequer um cafezinho”, garante. 

“São lamentáveis estes métodos do Ministério Público para perseguir pessoas, plantando nos jornais suspeitas infundadas que inventam contra mim - é o único método que conhecem. Por exemplo em relação à compra e venda das casas da minha mãe, já ficou mais do que provado de que foi tudo legítimo, suspeitas infundadas”, conclui.

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