Um advogado doente, uma renúncia e novo adiamento. Julgamento da Operação Marquês adiado para dia 13 de janeiro

Vânia Ramos , com Lusa
6 jan, 11:12

Reinício do julgamento estava marcado para esta terça-feira

O reinício do julgamento do processo Operação Marquês, previsto para esta terça-feira, foi adiado para 13 de janeiro, após o tribunal ordenar a nomeação de uma nova advogada oficiosa para representar o antigo primeiro-ministro José Sócrates.

Ana Velho, chamada por o advogado nomeado por José Sócrates se encontrar hospitalizado, sustentou não ter condições para defender o antigo chefe de Governo (2005-2011).

“Teria todo o gosto se fosse o caso é completamente impossível defender alguém que não está cá e a complexidade do processo não adianta pedir uma hora para consultar. Compreendendo as minhas razões se for possível quero pedir a dispensa”, afirmou a advogada, acrescentando que a lei também "prevê que se a pessoa não tiver as condições necessárias para defender o arguido pode pedir dispensa".

No entanto, o tribunal considerou que não poderia ser dispensada da função e deu-lhe cinco dias para contactar José Sócrates e tomar conhecimento do processo.

"Se depois de ter acesso ao processo, do prazo que lhe é concedido, entender que não tem condições para defender então pede renuncia", afirmou a juíza.

A mandatária foi a segunda advogada oficiosa a ser nomeada esta terça-feira para representar o ex-governante socialista, depois de Inês Louro, a primeira a ser chamada e antiga presidente da Junta de Freguesia de Azambuja pelo PS, ter invocado objeção de consciência por ser militante do Chega.

“Requeri objeção de consciência política por pertencer a um partido que tem tido uma oposição muito crítica ao Chega", afirmou Inês Louro.

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