Operação Marquês: julgamento suspenso por 10 dias após José Sócrates nomear nova advogada

Agência Lusa , MJC
9 fev, 15:21
José Sócrates chega ao tribunal (Lusa/ Rodrigo Antunes)

Esta é a segunda vez que o julgamento do processo Operação Marquês, iniciado em 3 de julho de 2025, é suspenso para que um advogado nomeado por José Sócrates na sequência da renúncia de outro possa inteirar-se do caso

O julgamento do processo Operação Marquês foi suspenso por dez dias após o antigo primeiro-ministro José Sócrates ter contratado uma nova advogada, estando a próxima sessão agendada para 24 de fevereiro, disse fonte judicial.

A mesma fonte precisou à Lusa que o Tribunal Central Criminal de Lisboa deu sem efeito todas as seis sessões do julgamento marcadas até dia 19 de fevereiro, mantendo-se agendadas as de dia 24 de fevereiro e seguintes.

Sara Leitão Moreira, jurista de Coimbra com escritório naquela cidade e uma carreira de advogada conciliada com a vida académica, enquanto professora assistente, é a nova defensora de José Sócrates na Operação Marquês, apurou a CNN Portugal.

No requerimento em que deu a conhecer ao tribunal Sara Leitão Moreira como nova advogada para o representar, José Sócrates fez duras críticas à juiza-presidente do julgamento da operação Marquês por esta ter sugerido que as trocas de advogados na defesa de Sócrates se têm devido a “incidentes com motivações dilatórias”. O antigo governante  começa por recordar a morte de João Araújo, por doença, após oito anos à espera do fim do inquérito e de uma decisão instrutória; passando pela saída de Pedro Delille incompatibilizado com a juíza, já em julgamento.

Esta é a segunda vez que o julgamento do processo Operação Marquês, iniciado em 3 de julho de 2025, é suspenso para que um advogado nomeado por José Sócrates na sequência da renúncia de outro possa inteirar-se do caso.

José Preto, o advogado oficios que substituiu Pedro Delille, iniciou o mandato requerendo ao tribunal uma suspensão do julgamento por um prazo de cinco meses e meio para poder analisar o extenso processo. A pretensão foi imediatamente recusada. A juíza, Susana Seca, concedeu-lhe 10 dias para se inteirar das provas e remarcou as sessões para janeiro.

 

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