Operação Marquês: advogado oficioso de Sócrates desiste e volta a parar o julgamento

10 mar, 06:30
José Sócrates

Marco António Amaro fez chegar um pedido de escusa ao conselho regional de Lisboa da Ordem dos Advogados

José Sócrates voltou a ficar sem advogado esta segunda-feira ao final do dia, apurou a CNN Portugal, depois de Marco António Amaro ter renunciado à defesa do antigo primeiro-ministro na Operação Marquês - com um pedido de escusa que fez chegar ao conselho regional de Lisboa da Ordem dos Advogados. Uma decisão que volta a parar todo o andamento do julgamento, que tinha o reinício das sessões agendado para o próximo dia 17. 

O advogado oficioso, nomeado pela Ordem à revelia de Sócrates, tinha apenas 10 dias para consultar e estudar o processo - preparando a defesa e cumprindo com a decisão da juíza-presidente, de modo a reatar o curso do julgamento, mas acabou por rapidamente desistir, depois de ter levantado os autos na secretaria do tribunal há cerca de uma semana. Deixa assim um problema à Ordem, que terá nos próximos dias de encontrar novo defensor para o antigo governante caso este não apresente entretanto um advogado escolhido por si. 

Sócrates, recorde-se, já teve oito advogados nos últimos 12 anos, contando com João Araújo, que faleceu vítima de doença. Pedro Delille, José Preto e Sara Leitão Moreira renunciaram, incompatibilizados com o tribunal - os últimos dois por causa da falta de prazo concedido pelo tribunal para estudarem o processo - a que se somaram os oficiosos José Ramos, Inês Louro e Ana Velho. Agora sai Marco Amaro, por decisão própria.

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