José Mourinho: «Voltei ao futebol graças ao Benfica»

27 out 2025, 19:25
José Mourinho no Benfica (FOTO: Benfica)

Técnico dos encarnados foi convidado para os 100 anos do Corriere dello Sport

José Mourinho foi um dos convidados do evento de celebração dos 100 anos do Corriere dello Sport, jornal italiano. O atual treinador do Benfica, recorde-se, representou o Inter e a Roma em Itália.

No entanto, por impossibilidades profissionais, o «Special One» não pôde estar fisicamente, pelo que participou através de uma videochamada. Numa primeira intervenção, Mourinho deixou elogios ao jornal e especialmente ao diretor do órgão.

«Parabéns a todos, não digo isso por causa da nossa amizade (com Ivan Zazzaroni - diretor) mas sim porque é o que sinto. Vocês conhecem-me bem o suficiente para saber que só digo o que penso, mesmo que às vezes diga coisas erradas. Muitas felicidades a vocês porque são bons e independentes, como diz o vosso nome «Dello Sport». Eu vivo no futebol, mas amo o desporto e o jornalismo com ética», começou por referir.

Justificou ainda a não presença física e afirmou ter regressado ao futebol… com o regresso ao Benfica. «Não posso estar lá porque o meu clube acaba de bater o recorde de 85 mil votantes para a eleição do presidente. Voltei ao futebol graças ao Benfica», atirou. 

O técnico do Benfica recordou um momento com Angelo Binaghi, enquanto treinador do Inter, e deixou ainda um desafio para o mundo do ténis em Itália. 

«Eu e os meus amigos lembramo-nos sempre que, durante o meu período no Inter, ganhei e perdi contra o Milan. Mas uma vez, quando ganhámos, Galliani e Berlusconi vieram ao nosso balneário para nos dar os parabéns. São estas pequenas grandes coisas que definem o caráter desportivo das pessoas. O trabalho que estão a fazer [no ténis] em Itália é fantástico. Antes do Sinner, já se sentia um clima de vontade de chegar ao topo. Só falta mais um Slam, o Slam de Roma.»

Por fim, Mourinho deixou elogios a Buffon, que também era um dos convidados, apelidando-o de «melhor da sua geração». 

«Não sou um santo, mas para mim os adversários de topo, tanto a nível individual como coletivo, são aqueles que nos tornam melhores. Sempre vi a Juve como a Juve, mesmo que na minha época no Inter ela estivesse a passar por um período difícil. Buffon sempre foi o melhor da sua geração», concluiu. 

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