José Luís Carneiro defende que cultura é “fator estratégico de desenvolvimento” para o país

Agência Lusa , FM
5 dez 2023, 13:46
José Luís Carneiro (Nuno Veiga/Lusa)

O candidato à liderança do PS José Luís Carneiro defendeu esta terça-feira que a cultura é “um fator estratégico de desenvolvimento” para o país e afirmou que pretende que Portugal se mantenha cosmopolita e aberto ao mundo.

Em declarações aos jornalistas após um pequeno-almoço em Almada, em que recebeu o apoio da presidente da Câmara Municipal local, Inês de Medeiros, José Luís Carneiro defendeu que “a cultura é um fator estratégico de desenvolvimento e de encontro entre culturas diversas” que convivem em Portugal.

“Queremos contar com essa diversidade para continuar a afirmar o nosso país como um país cosmopolita, aberto e compreensivo em relação ao mundo, um país que tem especiais responsabilidades na construção e valorização da língua e da cultura portuguesa no mundo”, disse.

Carneiro realçou também o papel da cultura “na sua relação com a educação, para uma cidadania mais completa, mais exigente, democrática, e que seja fator de criação de riqueza e desenvolvimento” para o país.

Tendo a seu lado Inês de Medeiros, José Luís Carneiro agradeceu o apoio da autarca de Almada, salientando que se trata de uma personalidade que prova “que a cultura pode e deve ser um fator estratégico de desenvolvimento”.

Inês de Medeiros “serve esta autarquia com uma grande dedicação à sua comunidade e é um exemplo das autarcas no nosso país”, referiu.

Carneiro agradeceu também o apoio da museóloga gestora cultural Simonetta Luz Afonso, assim como do antigo programador de música erudita do CCB André Cunha Leal - que também marcaram presença neste pequeno-almoço -, referindo que se tratam de duas referências da cultura portuguesa.

Nestas declarações aos jornalistas, José Luís Carneiro foi várias vezes questionado sobre diversos temas, como a recuperação do tempo de serviço para os professores, a localização do novo aeroporto ou o desenvolvimento de uma linha ferroviária de alta velocidade, mas recusou-se a responder, salientando que hoje o seu foco estava na cultura e nos apoios que recebeu.

“Eu hoje tenho uma prioridade e é algo que as pessoas reconhecem, é a serenidade para nós enfrentarmos e definirmos as prioridades, e não os outros, e portanto a minha prioridade hoje é falar da cultura”, referiu.

Já questionado sobre o caso envolvendo as gémeas luso-brasileiras, Carneiro também recusou comentar, acrescentando que, sobre esse tema, “há outras instituições que têm deveres” que o próprio ainda não tem e que “se devem pronunciar sobre essas questões”.

Durante o pequeno-almoço, Inês de Medeiros manifestou apoio a Carneiro por considerar que é o candidato que está em “melhor posição” para prosseguir as “grandes reformas” para o país, como a descentralização ou a regionalização.

“Acredito ainda que, com José Luís Carneiro, a voz de Portugal numa Europa em convulsão não perderá a sua relevância, posição que conquistou arduamente nestes últimos anos”, acrescentou, numa nota enviada posteriormente à Lusa.

As eleições diretas do PS decorrem entre 15 e 16 de dezembro e, além de José Luís Carneiro, está também na corrida à liderança o ex-ministro das Infraestruturas e Habitação Pedro Nuno Santos e Daniel Adrião, dirigente da linha minoritária de oposição ao atual secretário-geral, António Costa.

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