Da Constituição às pensões: José Luís Carneiro já definiu as prioridades para aprovar o Orçamento do Estado

CNN Portugal , TFR
23 jul, 07:12
José Luís Carneiro, secretário-geral do PS (Lusa/ José Sena Goulão)
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REVISTA DE IMPRENSA | Carneiro revelou ainda que tem prevista uma reunião com o primeiro-ministro, na qual pretende abordar vários temas considerados estratégicos

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou que o partido entra nas negociações do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) com um conjunto de prioridades bem definidas, recusando, no entanto, falar em “linhas vermelhas”. Em entrevista ao jornal Público e à Renascença, o líder socialista garantiu que “tudo está em aberto” quanto ao sentido de voto do PS, sublinhando que a posição dependerá da proposta apresentada pelo Governo e dos compromissos que vierem a ser assumidos.

Carneiro revelou ainda que tem prevista uma reunião com o primeiro-ministro, na qual pretende abordar vários temas considerados estratégicos, entre eles a segurança e a defesa, num contexto internacional marcado pela instabilidade. O dirigente socialista defendeu que Portugal deve aproveitar este cenário para criar oportunidades para as indústrias nacionais, valorizar o conhecimento científico e promover processos de reconversão profissional. O OE2027 será igualmente um dos assuntos em cima da mesa.

Entre as prioridades do PS para o próximo orçamento, José Luís Carneiro destacou a defesa dos valores constitucionais, a garantia da sustentabilidade das pensões, tanto das que já estão a pagamento como das futuras, e a continuidade dos projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Referiu, em particular, investimentos em escolas, centros de saúde, hospitais, equipamentos sociais e infraestruturas de transporte, defendendo que deve ser assegurada uma transição para novos instrumentos de financiamento após o fim do PRR.

Questionado sobre o eventual sentido de voto do PS, Carneiro evitou compromissos antecipados. O líder socialista frisou que todas as possibilidades permanecem em aberto e que o partido aguardará pela apresentação do Orçamento do Estado e pelos compromissos que o Executivo estiver disposto a assumir antes de tomar uma decisão.

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