Declaração teve lugar nos Passos Perdidos da Assembleia da República. “Foi-nos transmitido que estas diligências não visam o PS”, afirmou o líder socialista
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, garantiu que o partido “tudo” fará para que seja feita justiça no âmbito da Operação Iminente, que avalia uma alegada rede de corrupção no poder autárquico do PS, como foi avançado pela CNN Portugal.
“Quero garantir que tudo farei para que a legalidade seja defendida e promovida em todos os níveis de responsabilidade do PS, seja a nível local, seja a nível nacional”, afirmou esta quinta-feira, numa reação programada nos Passos Perdidos da Assembleia da República.
“Tudo farei para que esse apuramento dos factos seja cabal e possa garantir que se faz justiça”, repetiu.
O líder socialista disse também que, no âmbito das buscas que tiveram lugar na sede nacional do partido, no Largo do Rato, as mesmas não visavam o partido. “Foi-nos transmitido que estas diligências não visam o PS”, sublinhou, em linha com um comunicado que já tinha sido divulgado pelo partido.
Carneiro insistiu na cooperação com as autoridades “para que todos os factos sejam cabalmente apurados” e que, perante a existência de crimes, os “responsáveis sejam responsabilizados pelos mesmos”.
Quando questionado sobre os jornalistas sobre a detenção do assessor Duarte Moral, Carneiro respondeu que não falou com qualquer visado. “Os factos conhecidos até agora são escassos”, “a informação que tenho é muito escassa”, reforçou.
O mesmo argumento foi utilizado quando questionado sobre a suspensão de mandatos, tal como aconteceu com Miguel Coelho, envolvido neste caso, que suspendeu o mandato enquanto deputado da Assembleia Municipal de Lisboa. Miguel Coelho foi presidente da junta de Santa Maria Maior, um dos epicentros deste caso.
No âmbito desta megaoperação foram detidas cinco pessoas. Durante a manhã foram levadas a cabo buscas na sede nacional do PS e em várias autarquias socialistas.
Em causa estão suspeitas de crimes de prevaricação e participação económica em negócio, envolvendo a adjudicação de diversos contratos por parte de câmaras municipais e juntas de freguesia.
Além de Lisboa, houve buscas em Mafra, Oeiras e Coimbra. São quase 40 arguidos.
