José Luís Carneiro elogia "qualidades e competências" de Eduardo Cabrita para diretor executivo da Frontex

Agência Lusa , CE
28 out, 18:50
O ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro (Lusa/ António Cotrim)

"É alguém que tem as qualidades humanas, cívicas e competência política para o desempenho dessas funções", disse o ministro da Administração Interna

O ministro da Administração Interna enalteceu esta sexta-feira as capacidades de Eduardo Cabrita para ser diretor executivo da Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex), após o ex-governante ter apresentado a sua candidatura ao cargo.

Em declarações à Lusa à margem da receção à Comissária Europeia para os Assuntos Internos, Ylva Johansson, José Luís Carneiro começou por não querer abordar a candidatura do antigo responsável pelo Ministério da Administração Interna (MAI). Contudo, acabou por elogiar Eduardo Cabrita e reconhecer a sua capacidade para liderar aquela agência europeia.

“É alguém que tem as qualidades humanas, cívicas e competência política para o desempenho dessas funções. (…) Não é por falta de qualidades e competências que não venha a ser escolhido”, afirmou.

José Luís Carneiro sublinhou, porém, tratar-se de “uma matéria bastante competitiva e complexa”, face à existência de dezenas de candidatos ao cargo.

Nesse sentido, o ministro remeteu para Eduardo Cabrita explicações mais aprofundadas sobre a futura direção da Frontex, cuja candidatura o ex-governante confirmou à Lusa no passado dia 07 de outubro.

Eduardo Cabrita apresentou a candidatura em julho após a publicação, a 21 de junho, no jornal oficial da União Europeia de uma vaga para o cargo de diretor executivo da Frontex.

O concurso ainda está a decorrer e a decisão, a cargo da Comissão Europeia, deverá ser tomada até ao final do ano.

A notícia da candidatura foi avançada pela Rádio Renascença, que indicou que a candidatura foi entregue em Bruxelas pelo próprio ex-ministro da Administração Interna e o Governo foi de imediato informado desta intenção.

Segundo a Renascença, o processo de seleção começou em abril e, ao todo, houve 78 candidaturas internacionais apresentadas.

A Frontex está desde abril sem diretor, altura em que o francês Fabrice Leggeri se demitiu do cargo após a conclusão de um inquérito do gabinete OLAF (que investiga faltas graves nas instituições europeias) sobre alegações de assédio, conduta imprópria e afastamento ilegal de migrantes.

Eduardo Cabrita demitiu-se de ministro da Administração Interna em dezembro de 2021, após a polémica em torno do acidente de viação do carro em que seguia em junho desse ano e que vitimou mortalmente um trabalhador de uma obra em curso na A6, na zona de Évora.

O Ministério Público já elaborou o despacho final sobre este acidente, tendo arquivado o processo em relação ao ex-ministro e ao seu chefe de segurança e acusado o motorista Marco Pontes de homicídio por negligência.

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