Ministro disponível para ouvir “propostas construtivas” após queda de helicóptero no combate aos incêndios

Agência Lusa , RL
2 set, 17:21
Ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro (António Cotrim/ LUSA)

José Luís Carneiro foi confrontado com as afirmações da Associação de Proteção Civil, que referiu que os helicópteros de combate a incêndio não terão instalado um dispositivo que lhes permite detetar obstáculos no ar

O ministro da Administração Interna mostrou esta sexta-feira disponibilidade para ouvir “propostas construtivas”, em resposta à alegada falta de um dispositivo no helicóptero de combate a incêndios que caiu na quinta-feira.

“Naturalmente que não deixaremos de ouvir todas as propostas construtivas que são feitas por essa ou qualquer outra entidade”, disse José Luís Carneiro, à margem de uma reunião em Ourém, quando confrontado com as afirmações da Associação de Proteção Civil, que referiu que os helicópteros de combate a incêndio não terão instalado um dispositivo que lhes permite detetar obstáculos no ar.

O governante salientou que se trata de “um assunto de natureza técnica”, que “deve ser colocado muito concretamente à estrutura nacional de Proteção Civil” e disse que “os meios aéreos e a sua operação são da responsabilidade do Ministério da Defesa Nacional”.

O helicóptero que se despenhou na quinta-feira durante o combate a um incêndio em Amares, no distrito de Braga, é irrecuperável e já foi substituído hoje por um outro meio aéreo, disseram à agência Lusa fontes aeronáuticas.

O acidente aconteceu cerca das 19:25, “após a última largada do dia”, quando o helicóptero embateu em “cabos de muito alta tensão”, avançaram na quinta-feira à Lusa fontes ligadas à aviação.

Um outro meio aéreo de combate a incêndios já foi reposto no Centro de Meios Aéreos de Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo, onde estava sediado o aparelho acidentado, acrescentaram.

Na manhã de hoje chegou ao local uma equipa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), assim como elementos da REN – Redes Energéticas Nacionais.

Quanto ao piloto, de 53 anos, encontra-se “estável e internado nos cuidados intermédios” do Hospital de Braga, disseram hoje à Lusa fontes de socorro.

O piloto foi transportado na noite de quinta-feira para o Hospital de Braga, onde chegou cerca das 22:00, “em estado grave, mas não correndo risco de vida”, segundo a Proteção Civil.

Em declarações à Lusa, na noite de quinta-feira, o comandante Pedro Araújo, da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), explicou que o piloto “estava fora de perigo de vida”, mas sublinhou, contudo, tratar-se “de um ferido grave, com várias lesões e fraturas, nomeadamente ao nível dos membros inferiores e da zona pélvica”.

Governo

Mais Governo

Patrocinados