Vasp lamenta "profundamente" a existência de rede criminosa de venda de imprensa

Agência Lusa , BCE
21 abr, 17:18

Entre os detidos, que serão agora presentes ao Tribunal Judicial de Sintra, encontram-se dois funcionários da Vasp, motoristas e também diversos proprietários ou colaboradores de pontos de venda de publicações

A Vasp lamentou esta quinta-feira"profundamente" a existência de uma rede criminosa de venda de imprensa, a qual desviava jornais e revistas, salientando que a investigação foi feita "com base numa denúncia" feita pela distribuidora.

"O Ministério Público (MP) e o Comando Territorial de Lisboa da GNR, através do seu Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da Secção de Informações e Investigação Criminal (SIIC), com base numa denúncia apresentada pela Vasp, iniciaram em setembro de 2021, uma investigação para colocar fim a uma rede ilícita de venda paralela de imprensa", refere a empresa, em comunicado.

Esta rede, "com origem nas gráficas e em outras plataformas logísticas, desviava jornais e revistas para abastecer um conjunto alargado de pontos de venda localizados na região de Lisboa", aponta a Vasp, referindo que ao longo desta operação, "levada a cabo pelo Comando Territorial de Lisboa da GNR, com o total apoio" da distribuidora, "foram realizadas inúmeras diligências de inquérito".

Tal culminou na passada quarta-feira, 20 de abril, na detenção de 11 suspeitos - 10 homens e uma mulher -, com idades compreendidas entre os 25 e os 66.

"Entre os detidos, que serão agora presentes ao Tribunal Judicial de Sintra, encontram-se dois funcionários da Vasp, motoristas e também diversos proprietários ou colaboradores de pontos de venda de publicações", acrescenta a distribuidora.

A Vasp "lamenta profundamente a existência desta rede criminosa, que se aproveitava ilicitamente da sua estrutura de distribuição, para operar em paralelo e obter proveitos monetários indevidos, desrespeitando, assim, as regras da concorrência e tendo lesado, fortemente o Estado, os editores e também" a distribuidora.

A Vasp "irá continuar a colaborar com o Ministério Público e com a GNR nesta investigação, que está atualmente em curso", asseverou a empresa.

Anteriormente, a GNR já tinha dado conta da detenção de 11 pessoas pela prática do crime de corrupção no setor privado da distribuição de revistas e jornais nas zonas de Sintra e Lisboa.

Operação "Dark Ardina" 

No âmbito da operação "Dark Ardina", o Núcleo de Investigação Criminal do Comando Territorial de Lisboa da GNR detetou que os suspeitos, "aproveitando-se das suas funções profissionais, criaram na região de Lisboa um esquema de venda ao público de publicações (jornais e revistas) ilicitamente e em paralelo ao canal regular de distribuição, desrespeitando as regras da concorrência, obtendo contrapartidas monetárias", referiu.

Na sequência da operação, a GNR deu cumprimento a 11 mandados de busca domiciliários, seis em estabelecimentos e 19 em veículos.

No âmbito das buscas foram apreendidas publicações ilícitas de diversos órgãos de comunicação (imprensa escrita), 41.388,29 euros em numerário, 21 telemóveis, 13 viaturas, uma pistola modificada, duas espingardas caçadeiras, uma espingarda de ar comprimido, 51 cartuchos, uma caixa de chumbos calibre e 15 munições.

Foram igualmente apreendidos um bastão extensível, uma soqueira, cinco equipamentos informáticos e um equipamento CCTV (câmara de vigilância exterior).

Os detidos serão presentes esta quinta-feira ao Tribunal Judicial de Sintra para aplicação das medidas de coação.

A operação foi realizada pelo Comando Territorial de Lisboa, com apoio da Direção de Investigação Criminal da Unidade de Ação Fiscal, contando ainda com a colaboração da Polícia de Segurança Pública.

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