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Direção-executiva do SNS prepara “plano de contingência a nível nacional” para a Jornada Mundial da Juventude

26 mai 2023, 17:02
Hospital Santa Maria (Lusa/Tiago Petinga)

É esperado mais de um milhão e meio de pessoas. Plano inclui “rede estruturada” composta por hospitais, centros de saúde e INEM

A direção-executiva do Serviço Nacional de Saúde diz que “está a ser organizado um plano de contingência para este evento” e que esse plano é “a nível nacional e não apenas limitado à região de Lisboa e Vale do Tejo”, onde é esperada uma maior sobrecarga dos serviços de saúde durante a Jornada Mundial da Juventude. O evento decorre entre 1 e 6 de agosto mas o plano contempla também dias anteriores e posteriores ao evento.

Numa resposta enviada por escrito à CNN Portugal, a direção-executiva do SNS refere que “em virtude de existirem vários eventos dispersos pelo território, nos dias anteriores e nos dias posteriores às cerimónias”, serão incluídas no plano de contingência “múltiplas instituições do SNS, como hospitais (não apenas limitados a Lisboa mas das várias regiões), unidades dos cuidados de saúde primários e o INEM, numa rede estruturada”.

Apesar de não detalhar os moldes em que vai funcionar o tal plano de contingência, o organismo liderado por Fernando Araújo assegura que “o foco está na eventual elevada procura de cuidados de saúde, de pouca gravidade”, mas também que o objetivo visa a “preparação rigorosa para eventos de massa e cenários de elevada complexidade e gravidade, em perfeita articulação com as forças de segurança e a proteção civil”.

São esperadas mais de 1,5 milhões de pessoas durante a Jornada Mundial da Juventude, evento que, à partida, traz o Papa a Portugal durante quatro dias - o estado de saúde de Francisco tem sido frágil e a sua agenda para os próximos dias já foi mesmo cancelada.

O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, já tinha anunciado que ia ser instalado um dispositivo “muito robusto” e que se centra na  instalação de dois hospitais de campanha no local do evento, hospitais esses que contam, afirmou, “com todo o equipamento de emergência médica pré-hospitalar e com muitos voluntários”, estando até à data inscritos “1.320 voluntários, entre médicos, enfermeiros, alunos finalistas das diferentes áreas da saúde”, disse o governante.

A CNN Portugal contactou os hospitais da área metropolitana de Lisboa para saber se, internamente, está a ser preparado um outro plano de contingência ou alterações em escalas de urgência, mas não obteve resposta em tempo útil. 

No entanto, sabe-se pelo jornal Público que o Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN), do qual fazem parte os hospitais Santa Maria e Pulido Valente, está a preparar um “plano de resposta”, em particular na “urgência central”.

Já o Jornal de Notícias avançou com a informação de que “o gozo de férias dos profissionais do CHULC na primeira semana de agosto está autorizado, podendo, contudo, ser alterado em caso de necessidade”. Do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) fazem parte os hospitais de São José, Santo António dos Capuchos, Santa Marta, Dona Estefânia, Curry Cabral e Maternidade Alfredo da Costa.

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