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"Vamos eliminar tudo o que não é essencial". Palco da Jornada Mundial da Juventude vai ter novo preço

Agência Lusa , AG
1 fev 2023, 23:52
D. Américo Aguiar, bispo auxiliar de Lisboa (Lusa/Tiago Petinga)

Responsáveis vão pedir que se corte em "tudo o que não é essencial"

O valor e a dimensão do palco que vai ser construído no Parque Tejo, para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), vai ser decidido na quinta-feira, numa reunião que junta todos os intervenientes no processo.

A informação foi hoje dada pelo bispo auxiliar de Lisboa, Américo Aguiar, que falava no programa “Grande Entrevista”, na RTP3.

Com a Câmara, com a construtora, com a Igreja, a reunião “técnica, política e pastoral” vai analisar o projeto. “E vamos eliminar tudo o que não for essencial” mantendo a segurança, disse na entrevista Américo Aguiar, o coordenador da Igreja para a JMJ.

“Vamos pedir aos técnicos que cortem tudo o que não é essencial” para a segurança e para o que é necessário para o evento, que, frisou várias vezes, é o maior alguma vez feito em Portugal, envolvendo um terreno equivalente a 10 campos de futebol e que por isso o palco tem de ser mais alto.

Américo Aguiar, presidente da Fundação da JMJ, salientou que nunca se organizou nada da dimensão da jornada, disse que fala todos os dias com o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, e garantiu que pediu para acompanhar a partir de agora cada “aquisição e cada concurso”, para “validar” tudo o que é indispensável ou não.

O responsável disse que a Igreja nunca impôs nenhum palco mas salientou que é necessário um palco com visibilidade e que nele caibam pessoas a concelebrar, o coro, os jovens e convidados.

Os custos da JMJ têm estado em destaque depois de ser conhecido que a construção do altar-palco do espaço do Parque Tejo (com nove metros de altura e capacidade para 2.000 pessoas), a cargo do município da capital, foi adjudicada à Mota-Engil por 4,24 milhões de euros (mais IVA), somando-se a esse valor 1,06 milhões de euros para as fundações indiretas da cobertura.

Além deste palco está previsto outro no Parque Eduardo VII, em Lisboa, com um custo até dois milhões de euros.

O bispo disse que esse palco está a ser estudado, que o que foi divulgado está em fase de estudos, que se está a trabalhar para um palco “o mais minimalista possível”(que recebe três eventos, um deles o das boas vindas ao Papa), e que nos próximos dias haverá uma decisão sobre o palco do Parque Eduardo VII.

A JMJ tem um custo de quase 160 milhões de euros mas o bispo auxiliar disse na entrevista acreditar que esse valor não vai ser atingido. O orçamento da Fundação da JMJ ronda os 80 milhões de euros, 30 milhões deles para alimentação, explicou.

A JMJ, considerada o maior acontecimento da Igreja Católica, vai realizar-se este ano em Lisboa, entre 01 e 06 de agosto, sendo esperadas cerca de 1,5 milhões de pessoas.

As principais cerimónias da jornada decorrem no Parque Tejo, a norte do Parque das Nações, na margem ribeirinha do Tejo, em terrenos dos concelhos de Lisboa e Loures.

As jornadas nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

O Papa Francisco estará em Lisboa para participar na JMJ.

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