Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu na sua rede social que os governos de Washington DC e Havana iriam conversar
O diretor da CIA, John Ratcliffe, encontrou-se esta quinta-feira com o ministro da Administração Interna de Cuba, Lázaro Alberto Álvarez Casas, em Havana.
A informação está a ser avançada pela Reuters, que cita o governo cubano. "Ambas as partes sublinharam igualmente o seu interesse em desenvolver a cooperação bilateral entre as autoridades responsáveis pela aplicação da lei, no interesse da segurança de ambos os países, bem como da segurança regional e internacional", diz o comunicado emitido pelo governo da ilha.
A notícia da viagem de Ratcliffe a Cuba surge horas depois de uma testemunha ter dito à mesma agência que um avião do governo americano estava naquele momento a partir do aeroporto da capital.
Na terça-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, escreveu na sua rede social que os governos de Washington DC e Havana iriam conversar.
"Nunca nenhum republicano me falou sobre Cuba, que é um país falhado e que só segue numa direção: a descer! Cuba está a pedir ajuda, e nós vamos conversar!!! Entretanto, vou para a China!", escreveu o líder americano.
Entretanto, já esta quinta-feira, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse no X que o levantamento do bloqueio pelos EUA seria forma "mais simples" de ajudar o país.
"Seria possível atenuar os danos de forma mais simples e rápida levantando ou aliviando o bloqueio, uma vez que é de conhecimento público que a situação humanitária [da ilha] é calculada e provocada friamente" por Washington, afirmou Miguel Díaz-Canel na rede social X.
La experiencia de nuestro país en recibir ayuda internacional, incluyendo de EE.UU, es amplia y constructiva. Cualquier donante puede dar fe de esa realidad.
Si verdaderamente hay disposición del gobierno estadounidense a brindar ayuda en los montos que anuncia y en plena…
— Miguel Díaz-Canel Bermúdez (@DiazCanelB) May 14, 2026
A declaração de Díaz-Canel surgiu um dia após o Departamento de Estado dizer que ofereceu 100 milhões de dólares em ajuda humanitária à ilha.
"Como afirmou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, os Estados Unidos também fizeram inúmeras propostas privadas ao regime cubano para prestar uma ajuda generosa ao povo cubano, incluindo apoio à disponibilização de internet por satélite gratuita e de alta velocidade e 100 milhões de dólares em ajuda humanitária direta", pode ler-se no site do Departamento de Estado.
"Hoje, o Departamento de Estado reafirma publicamente a generosa oferta dos Estados Unidos de disponibilizar mais 100 milhões de dólares em ajuda humanitária direta. (...) Cabe ao regime cubano decidir se aceita a nossa oferta de ajuda ou se recusa uma assistência vital e, em última análise, responder perante o povo cubano por ter impedido a prestação dessa assistência essencial", conclui a nota.
Cuba está desde final de janeiro sob um bloqueio energético imposto pelos EUA e Donald Trump, que quer derrubar o regime comunista local. Os habitantes da ilha debetem-se com cortes prolongados de eletricidade, por vezes de 22 horas por dia, bem como com a falta de combustível.
