Em causa o estudo da seleção da Nova Zelândia com recurso a um drone
A seleção feminina de futebol do Canadá tem a vida complicada nos Jogos Olímpicos. Depois de um elemento do staff espiar a Nova Zelândia, com um drone, a FIFA deduziu seis pontos às detentoras do título.
Na quinta-feira, o Canadá triunfou sobre a Nova Zelândia (2-1), na primeira jornada da fase de grupos. Todavia, o castigo da FIFA condena a seleção canadiana a totalizar três pontos negativos.
Em simultâneo, a selecionadora, a adjunta Jasmine Mander e o analista Joseph Lombardi foram suspensos por um ano. Por fim, a federação foi multada em 208 mil euros.
No rescaldo ao triunfo sobre a Nova Zelândia, a defesa Vanessa Gilles esclareceu que a situação do drone «não espelha» os valores do Canadá. Antes, o Comité Olímpico daquele país declarou-se «chocado e dececionado» com o caso. Ainda assim, sem capacidade para demover a FIFA.
Ora, tal castigo apenas não elimina o Canadá no imediato porque a decisão é passível de recurso no Tribunal Arbitral do Desporto, e porque dois dos três melhores terceiros classificados seguirão para os quartos de final.
O Grupo A é composto por França, Colômbia, Nova Zelândia e Canadá. As anfitriãs dos Jogos Olímpicos estão, assim, na liderança isolada, com três pontos.