Nova política baseia-se em teste genético e visa «equidade e segurança» nas competições
O Comité Olímpico Internacional (COI) anunciou, esta quinta-feira, uma nova política para a proteção da categoria feminina no desporto olímpico, determinando que a participação em provas femininas passa a ser exclusiva de atletas biologicamente do sexo feminino.
A decisão aplica-se a todas as modalidades e eventos sob a égide do organismo, incluindo Jogos Olímpicos, e assenta na verificação da presença ou ausência do gene SRY, responsável pelo desenvolvimento sexual masculino.
Segundo o COI, a elegibilidade será definida através de um teste único ao longo da vida, realizado por métodos considerados «pouco intrusivos», como saliva, zaragatoa bucal ou análise sanguínea. Atletas sem o gene SRY ficam automaticamente elegíveis para competir na categoria feminina, enquanto aquelas com resultado positivo deixam de poder competir nesse escalão, com exceção de casos raros, como síndromes específicas sem benefício de testosterona. Ainda assim, essas atletas poderão competir em categorias masculinas, mistas ou abertas.
A presidente do organismo, Kirsty Coventry, justificou a medida com base na necessidade de garantir justiça competitiva.
«Acredito apaixonadamente no direito de todos os atletas a competir de forma justa. É claro que não seria justo que atletas biologicamente masculinos competissem na categoria feminina, e em alguns desportos isso pode até não ser seguro», disse num vídeo publicado pelo organismo.
A dirigente sublinhou ainda que a política foi construída com base científica e com contributos de atletas e especialistas, procurando equilibrar inclusão, respeito e integridade no desporto de alto rendimento.
