Biden acusa Putin de "tentar eliminar cultura e identidade dos ucranianos" ao atacar creches, escolas e museus

28 mai, 10:07
Joe Biden em visita à Coreia do Sul (AP Photo)

A região do Donbass é agora palco dos confrontos mais intensos entre as tropas russas e ucranianas, com o governador de Lugansk, Serhiy Haidai, a admitir que a entrada dos militares russos na cidade Sievierodonetsk poderá significar um recuo do contingente ucraniano

O presidente dos EUA, Joe Biden, acusou o seu homólogo russo, Vladimir Putin, de tentar "eliminar" a identidade e cultura ucraniana mas, ao contrário do que tinha planeado, está a enfrentar uma Europa mais reforçada sob a insígnia da NATO.

"Ele [Putin] não está apenas a tentar tomar a Ucrânia - está literalmente a tentar eliminar a cultura e identidade dos ucranianos. Atacar escolas, creches, hospitais, museus, sem qualquer outro propósito senão eliminar uma cultura", disse Biden, que discursava em Annapolis, Maryland, esta sexta-feira.

"Numa tentativa de "Finlandizar" a Europa, Putin acabou por "NATO-izar toda a Europa", acrescentou Biden, em referência às candidaturas da Finlândia e Suécia - países historicamente neutros - à NATO, reforçando, assim, o papel da aliança atlântica no continente europeu.

A região do Donbass é agora palco dos confrontos mais intensos entre as tropas russas e ucranianas, com o governador de Lugansk, Serhiy Haidai, a admitir que a entrada dos militares russos na cidade Severodonetsk, através da autoestrada de Lysychansk-Bakhmut - uma via essencial para o abastecimento e evacuação - poderá significar um recuo do contingente ucraniano.

"Os russos não vão conseguir tomar controlo da região de Lugansk nos próximos dias", disse Haidai, numa publicação no Telegram, referindo-se às cidades "gémeas" Severodonetsk e Lysychansk, nas margens do rio Siverskiy Donets. "Teremos força e recursos suficientes para nos defendermos. Ainda assim, é possível que tenhamos de recuar, para não corrermos o risco de ficarmos cercados", acrescentou.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reconheceu, esta sexta-feira, que a situação no Donbass é "muito difícil", acrescentando que as forças russas "concentraram artilharia máxima, reservas máximas" na região.

"Há ataques de mísseis e ataques de aeronaves, tudo. Estamos a proteger a nossa terra com os atuais recursos de defesa que temos ao nosso dispor. Estamos a fazer de tudo para os maximizar - e vamos maximizá-los", garantiu, no seu habitual discurso em vídeo.

"Se os ocupantes pensam que Lyman ou Sievierodonetsk serão deles, estão errados. Donbass será ucraniano", frisou, por fim.

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