Depois de se reunir com Xi, Biden acredita "absolutamente que não há necessidade de uma nova Guerra Fria"

CNN Portugal , DCT
14 nov, 15:01
Joe Biden (AP Photo/Alex Brandon)

Foi o próprio presidente dos EUA que fez o briefing do encontro com o Xi Jinping

“Acredito absolutamente que não há necessidade de uma nova Guerra Fria”, disse Joe Biden esta segunda-feira em Bali (na Indonésia), onde se reuniu com o homólogo chinês, Xi Jinping. O presidente dos EUA disse que há “uma tentativa iminente” de a China invadir Taiwan, mas ressalvou que os Estados Unidos não vão mudar a sua posição relativamente a esta matéria - ou seja, admitiram anteriormente uma intervenção direta caso Taiwan seja alvo de uma invasão.

Sobre a conversa com o presidente da China, Biden diz que não entraram em detalhes. Além de questões como Taiwan, foi abordada a invasão da Ucrânia e o uso de armas nucleares, tendo Biden dito que o uso deste tipo de armamento “não é aceitável” - algo que, segundo a Casa Branca, é também a posição da China.

Joe Biden quis deixar claro que este é um “momento de grandes mudanças” a nível global e que, por isso mesmo, é importante todos os países estarem atentos não apenas às alterações climáticas como também à Ucrânia, sobretudo à ação das tropas russas.

Tanto Biden como Xi Jinping “reiteraram o seu acordo de que uma guerra nuclear nunca deveria ser travada”, mas o presidente norte-americano frisou que vai continuar a apoiar a Ucrânia a nível militar e deixou ainda um elogio à resiliência dos militares e cidadãos ucranianos.

Relativamente à tensão entre a Coreia do Norte e da Coreia do Sul, Joe Biden disse não ter a certeza de quanta influência Pequim pode ter na Coreia do Norte, especialmente no que diz respeito a testes nucleares ou de mísseis.

“Deixei claro ao presidente Xi Jinping que acho que a China tem a obrigação de tentar deixar claro para a Coreia do Norte que não se deve envolver em testes nucleares de longo alcance e também deixei claro que, se a Coreia do Norte o fizer, isso significa que teríamos que tomar certas ações que seriam mais defensivas e não seriam direcionadas contra a China”, disse o presidente dos EUA, citado pela CNN Internacional. Joe Biden frisou ainda que não deixou espaço para “mal-entendidos”.

E.U.A.

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