"Expressei a indignação moral que sentia em relação a essa pessoa": Biden não volta atrás nas suas declarações sobre Putin

CNN Portugal , com LUSA
28 mar, 21:04

No final do discurso de sábado em Varsóvia, o presidente dos Estados Unidos acrescentou uma expressão que não estava escrita no papel e que Casa Branca teve de corrigir depois

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, recusou esta segunda-feira pedir desculpa por ter pedido a saída do poder do seu homólogo russo, Vladimir Putin, defendendo que expressou uma “indignação moral” e não uma “mudança política”.

“Eu estava a expressar a indignação moral que sentia em relação a essa pessoa. Não articulei uma mudança política”, referiu.

O chefe de Estado norte-americano acrescentou ainda que não está preocupado com o facto dos seus comentários, proferidos no sábado durante uma viagem à Polónia, aumentarem as tensões no conflito na Ucrânia.

"Por amor de Deus, este homem não pode continuar no poder", disse Biden, no discurso em Varsóvia, na sua visita oficial à Polónia. 

Momentos depois, a Casa Branca teve de corrigir as declarações do presidente americano e esclarecer que os Estados Unidos não têm uma estratégia para derrubar Vladimir Putin.

Questionado esta segunda-feira pelos jornalistas sobre se as suas declarações poderiam provocar uma resposta negativa por parte de Vladimir Putin, Biden disse: "Não quero saber do que ele pensa. Ele vai fazer o que quiser independentemente disso".

O presidente norte-americano voltou a sugerir que Putin não deve continuar a liderar a Rússia, apontando que, se Putin continuar o caminho que tem feito, "tornar-se-á um pária mundial e quem sabe no que ele se pode tornar internamente em termos de apoio".

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