Biden ameaça Putin com “grandes sanções” em caso de ataque russo à Ucrânia

7 dez 2021, 18:57
Reunião entre Joe Biden e Vladimir Putin (AP)
Reunião entre Joe Biden e Vladimir Putin (AP)

Reunião entre os presidentes dos dois países durou duas horas. Entre os temas abordados, esteve também a questão iraniana e a segurança cibernética

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O presidente americano Joe Biden ameaçou o homólogo russo Vladimir Putin com “grandes sanções económicas” e outras medidas em caso de ataque à Ucrânia, informou a Casa Branca, numa nota publicada no site.

Os dois presidentes estiveram reunidos esta terça-feira, por videoconferência, durante cerca de duas horas. No comunicado, a Casa Branca referiu que Biden expressou “grande preocupação” pela concentração de forças russas perto da fronteira ucraniana, garantindo que, em caso de escalada de violência, tanto os Estados Unidos como os seus aliados europeus responderiam de forma “forte”.

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“O presidente Biden reiterou o seu apoio à soberania e integridade territorial ucraniana, e pediu o retorno à diplomacia”, pode ler-se.

Do lado russo, o Kremlin classificou a reunião como "honesta e profissional"  e fala numa "linha vermelha" delineada por Putin: a saída da NATO da Ucrânia. Segundo relata a AFP, o presidente russo terá mesmo pedido garantias a Biden de que a aliança militar não se expandirá para leste.

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“A NATO efetua perigosas tentativas de utilizar o território ucraniano e reforça o seu potencial militar junto às nossas fronteiras, e por isso a Rússia mantém um sério interesse em seguras garantias jurídicas que excluam um alargamento da NATO a leste”, indicou o Kremlin em comunicado.

Para além do tema principal, também foram abordadas a segurança cibernética e outras “questões regionais, como a do Irão”.

Na última semana, os serviços de informação norte-americanos alertaram para a crescente concentração de tropas russas junto à fronteira ucraniana, afirmando que o país de Vladimir Putin pode lançar uma ofensiva em grande escala, com cerca de 175 mil militares, “já no início de 2022”.

Por outro lado, Moscovo acusou as autoridades de Kiev de colocarem 125 mil efetivos militares na região de Donbass, palco de conflitos armados entre separatistas pró-russos e as forças armadas ucranianas há vários anos.

Em resposta à escalada de tensão, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assegurou que o exército do país tem capacidade para contrariar “qualquer plano do invasor”.

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“Durante a sua história mais recente, o exército ucraniano atravessou um difícil caminho até à formação de uma estrutura militar preparada, muito organizada, confiante nas suas próprias forças e capaz de abortar qualquer plano invasor do inimigo”, indicou Zelensky, citado num comunicado da presidência.

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