Taiwan? "Não estou preocupado" - Biden

8 ago, 14:57
Joe Biden (AP Photo/Evan Vucci)

Declarações feitas no mesmo dia em que o ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan admitiu temer uma guerra

"Eu não estou preocupado." Foi com esta afirmação que o presidente dos Estados Unidos falou esta segunda-feira sobre Taiwan. Em declarações aos jornalistas, Joe Biden admitiu estar sim preocupado com as "movimentações" da China, que tem estado há vários dias a realizar exercícios militares. 

"Eu preocupo-me é com este nível de movimentações [por parte da China]", disse antes de partir para um visita ao estado do Kentucky, que foi devastado pelas inundações.

Joe Biden e a primeira-dama Jill Biden a caminho do Kentuchy (AP Photo/Evan Vucci)

Também esta segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Taiwan, Joseph Wu, afirmou, em exclusivo à CNN Internacional, que "a ameaça militar chinesa sempre existiu" e receia que possamos estar na iminência de uma guerra. 

"Preocupo-me que a China possa começar uma guerra com Taiwan. Mas o que eles estão a fazer agora é tentar assustar-nos e a melhor forma de responder a isso é mostrar à China que não temos medo."

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Wenbin, reafirmou que Taiwan "é parte da China" e que os exercícios militares que Pequim tem realizado nos últimos dias são "normais" e estão a decorrer "nas nossas águas de forma aberta, transparente e profissional". Questionado sobre se os exercícios militares cumprem o Direito Internacional, Wenbin, citado pela Reuters, afirmou que os departamentos relevantes os anunciaram "atempadamente" para cumprir não só as leis internacionais como a política doméstica seguida pelo governo comunista. 

Recorde-se que estes exercícios militares começaram depois da presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, ter feito uma paragem na ilha no âmbito da visita oficial que realizou à Ásia. Uma passagem bastante criticada por Pequim que chegou mesmo a ameaçar Nancy Pelosi com sanções. Ainda esta segunda-feira, Wang Wenbin acusou a democrata de ter "violado a unidade territorial da China" e de "pôr em risco a paz" no país.

O último presidente da Câmara dos Representantes, a terceira figura dos Estados Unidos, a ir a Taiwan foi Newt Gingrich, em 1997. Mas a visita de Pelosi surge no meio de uma deterioração acentuada das relações entre a China e os Estados Unidos, e pelo meio, durante o último quarto de século, emergiu como uma força económica, militar e geopolítica muito mais poderosa.

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