Defesa de Rendeiro escreveu ao presidente da África do Sul por causa de "erros" na extradição

17 jan, 12:37

Advogada do ex-banqueiro está preocupada que tenha sido a Interpol a tirar as fotografias que acabaram por circular depois da detenção

A defesa de João Rendeiro escreveu diretamente ao presidente da África do Sul a alegar "certos erros" no processo de extradição do antigo banqueiro para Portugal. Entre as falhas apontadas estão assinaturas que não estarão devidamente verificadas, além da forma como foi feito o processo de extradição e da falta de assinatura e informação nos mandados de captura que levaram à detenção.

Ao que a CNN Portugal conseguiu apurar junto da advogada June Marks, a defesa espera mesmo uma resposta de Cyril Ramaphosa ao pedido.

"Se não recebermos uma resposta vamos ter de tomar uma ação", afirma.

A defesa está a tentar perceber se existe algum erro que esteja a prejudicar os direitos do ex-banqueiro, o que poderá levar a uma ação: "Se houve uma quebra da privacidade do senhor Rendeiro vamos procurar reparações por parte do Ministério da Polícia".

A preocupar June Marks está também a condução do processo, incluindo a forma como decorreu a detenção, no dia 11 de dezembro. É que, nesse dia, João Rendeiro foi apanhado de pijama num quarto de hotel nas primeiras horas da manhã. Pouco tempo depois da detenção, circulavam já fotografias desse mesmo momento, algo que está a ser analisado pela defesa, que já perguntou ao Ministério da Polícia da África do Sul como tal foi possível. De resto, este é também um tema na carta enviada ao presidente sul-africano.

"Estamos preocupados que a Interpol possa ter tirado as fotografias no momento da detenção e que as tenha colocado a circular", acrescentou.

João Rendeiro foi detido a 11 de dezembro num hotel de luxo na cidade sul-africana de Durban, cerca de três meses depois de ter fugido de Portugal, onde está condenado em três processos diferentes, um deles já transitado em julgado.

Desde então, e já com várias idas a tribunal, o ex-presidente do Banco Privado Português aguarda o processo de extradição, que já foi enviado pela Justiça portuguesa.

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