"É não ter noção". Marcelo responde a crítica de Rio e diz que detenção de Rendeiro mostra que "não há ninguém acima da lei"

12 dez 2021, 17:43

Presidente fala em momento histórico para a justiça e elogia trabalho da PJ. E responde a Rui Rio, que sugeriu alinhamento político da detenção com as eleições de janeiro

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Marcelo Rebelo de Sousa afirmou este domingo que a detenção de João Rendeiro na África do Sul mostra que "não há ninguém acima da lei" e que existindo uma decisão de um tribunal a ser executada, "cabe à máquina da justiça fazer tudo para executá-la".

O Presidente da República reconheceu algumas das dificuldades inerentes à busca pelo antigo líder do BPP, atribuindo obstáculos "ao mundo global" e a "momentos de atraso". Contudo, realçou, "é função da justiça portuguesa não desistir, e a Polícia Judiciária não desistiu".

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"Naturalmente respeitamos a soberania dos outros estados e da decisão da justiça sul-africana. Mas, sobre aquilo que depende de Portugal, ficou claro que a justiça portuguesa faz tudo aquilo que era necessário" para assegurar e aplicar a lei, defendeu Marcelo este domingo no XXV Congresso da Associação Nacional de Municípios Portugueses.

Questionado sobre a associação que Rui Rio fez sobre a detenção de Rendeiro e o calendário eleitoral, Marcelo negou qualquer pressão das eleições legislativas de janeiro na matéria. "É não ter a noção de que como isso implica tantas diligências, tantos processos complicados”, disse.

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Não se faz de um momento para o outro, faz-se no momento em que é possível fazer, desde que se persista e persista e se ultrapasse os obstáculos existentes".

Na rede social Twitter, Rui Rio ironizou escrevendo esta tarde que "o azar de João Rendeiro foi haver eleições em janeiro”.

Em conferência de imprensa no sábado, o diretor nacional da PJ, Luís Neves, revelou que João Rendeiro foi detido às 07:00 locais (05:00 em Lisboa) na República da África do Sul, onde chegou no dia 18 de setembro, adiantando que o ex-banqueiro reagiu com surpresa à detenção “porque não estava à espera”.

O objetivo agora é “decretar o cumprimento da prisão” do ex-banqueiro, disse Luís Neves, em conferência de imprensa, na sede da PJ, em Lisboa, adiantando que o ex-banqueiro será presente a tribunal nas próximas 48 horas.

Questionado sobre quando deverá entrar em Portugal, o diretor nacional da PJ afirmou que “esse é um assunto que agora compete às autoridades judiciais da República da África do Sul”.

O ex-banqueiro será ouvido num tribunal de Durban na segunda-feira. João Rendeiro, que em 28 de setembro foi condenado a três anos e seis meses de prisão efetiva, num processo por crimes de burla qualificada, estava no estrangeiro e em parte incerta, fugido à justiça.

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