João Lourenço já tomou posse como Presidente da República de Angola

15 set, 13:06
João Lourenço

Durante a cerimónia, foi também empossada a nova vice-Presidente de Angola, Esperança Costa, tornando-se a primeira mulher no país a ocupar esse cargo

João Lourenço tomou esta quinta-feira posse como Presidente de Angola para um segundo mandato de cinco anos, depois de vencer as eleições de 24 de agosto, numa sessão saudada pelos apoiantes, apesar das alegações de fraude eleitoral por parte da oposição.

"Eu, João Manuel Gonçalves Lourenço, ao tomar posse como Presidente da República, juro pela minha honra desempenhar com toda a minha dedicação as funções que me são atribuídas", disse o líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e Presidente do país desde 2017, no juramento solene.

Após o juramento, o público irrompeu em aplausos e gritou: "Lourenço amigo, o povo está contigo".

“Ao assumir, por mandato do povo soberano, as funções de Presidente da República de Angola, declaro por minha honra respeitar a Constituição e a Lei, ser o Presidente de todos os angolanos e governar em prol do desenvolvimento económico e social do país e do bem-estar de todos os angolanos”, acrescentou o presidente perante uma multidão em Luanda.

Durante o discurso dirigiu-se ainda ao povo angolano afirmando que "apostaram na continuidade como forma segura de garantir a paz, a estabilidade e o desenvolvimento económico e social do país”. Não esquecendo a oposição, João Lourenço, felicitou todos os partidos e coligações pela sua participação nas eleições, “o que contribuiu para o fortalecimento da nossa democracia”, notou. 

Entre os vários assuntos abordados na tomada de posse, o presidente prometeu dedicar todas as suas forças e atenção à “busca permanente das melhores soluções para os principais problemas do país, a começar pelo setor social e pelo bem-estar da população", defendeu a igualdade de oportunidades e promoção da mulher nos mais altos cargos do Estado, nos cargos públicos e de liderança em diferentes setores da sociedade angolana e insistiu na questão da prevenção e combate contra a corrupção e a impunidade, “que ainda prevalece”.

Durante a cerimónia, foi também empossada a nova vice-Presidente de Angola, Esperança Costa, tornando-se a primeira mulher no país a ocupar esse cargo.

O Tribunal Constitucional (TC) proclamou o MPLA e o seu candidato, João Lourenço, como vencedores com 51,17% dos votos, seguido da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) com 43,95%, tendo chumbado o recurso de contencioso eleitoral do principal partido da oposição.

Com estes resultados, o MPLA elegeu 124 deputados e a UNITA, que contesta os resultados e recorreu ao chumbo do TC e interpôs, na terça-feira, recurso de inconstitucionalidade, elegeu 90 deputados, quase o dobro das eleições de 2017.

Em face dos resultados eleitorais, o MPLA deve indicar igualmente dois vice-presidentes e dois secretários de mesa da Assembleia Nacional e na mesma proporção o partido UNITA.

O Partido de Renovação Social (PRS), a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) e o estreante Partido Humanista de Angola (PHA) elegerem dois deputados cada.

A Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), a Aliança Patriótica Nacional (APN) e o P-Njango não obtiveram assentos na Assembleia Nacional, que na legislatura 2022-2027 vai contar com 220 deputados.

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