Croácia
32'
0 - 1
Albânia

"Migalhas que ninguém valoriza". Galamba fala em "mesquinhez ideológica" da esquerda após chumbo do IRS da AD

5 jun, 18:09
João Galamba (António Pedro Santos/Lusa)

Proposta aprovada por PS, com a abstenção do Chega, mereceu reparos do antigo ministro das Infraestruturas

“Migalhas que ninguém valoriza” numa forma de “mesquinhez ideológica”. João Galamba deixou o Governo e a atividade política no PS – até está de costas voltadas com o secretário-geral Pedro Nuno Santos –, mas não deixa de olhar para a atualidade política, nomeadamente para o que os socialistas fazem no Parlamento.

O chumbo da proposta de descida de IRS feita pela AD, que contou com o contributo de PS e Chega - este último partido por abstenção -, além dos partidos de toda a esquerda, mereceu duras críticas do antigo ministro das Infraestruturas, cargo que João Galamba ocupou precisamente na substituição de Pedro Nuno Santos.

É que, escreveu na rede social X João Galamba, “há disputas substantivas pelas quais vale a pena lutar. E depois há mesquinhez ideológica, o que parece ser o caso na contenda em torno do IRS”. Mas esta descida do IRS não parece ser uma delas, pelo menos na ótica do antigo ministro.

“[A] esquerda está a chumbar 20 ou 30 euros mensais de redução de IRS nos escalões mais elevados em troca de 1 ou 2 euros nos menos elevados”, nota, referindo-se ao chumbo da proposta do Governo, que trazia um maior alívio nos escalões mais altos.

“Se não queremos descidas de IRS que beneficiem mais os escalões mais elevados, então chumbe-se a proposta e proponha-se usar o mesmo dinheiro para outra política mais progressiva”, acrescenta, voltando a frisar que o benefício em mais 1 ou 2 euros parece “absurdo”.

Para João Galamba, aquilo que o Parlamento aprovou são mesmo “migalhas que ninguém valoriza”, na representação de uma política que não é progressiva, antes pelo contrário.

De acordo com a nova tabela aprovada, as taxas do IRS vão recuar entre 0,25 e 1,5 pontos percentuais face às que atualmente vigoram – sendo que nos escalões mais baixos esta nova redução acresce à que já tinha sido realizada no Orçamento do Estado para 2024 (OE2024).

Assim, a taxa dos 1.º e 2º escalões baixa, respetivamente, de 13,25% para 13% e de 18% para 16,5%. Já no 3.º escalão há uma redução de 23% para 22% e no 4.º escalão de 26% para 25%.

No 5.º e 6.º escalões cujas taxas atuais são de 32,75% e 37%, as taxas recuam para, respetivamente, 32% e 35,5%.

Nos restantes escalões não há lugar à redução de taxas, contrariando a proposta inicial do Governo e depois o que defenderam o PSD e o CDS-PP num texto de substituição de redução de taxas dos 7.º e 8.º escalões, tendo o deputado Carlos Pereira do PS resumido que a proposta do seu partido "é mais justa" por concentrar junto de quem ganha menos o maior esforço de redução do imposto.

Relacionados

Partidos

Mais Partidos

Patrocinados