Os dois principais favoritos à vitória na Vuelta não pareceram ter um dia fácil esta quarta-feira. Português está agora a 50 segundos do corredor da Visma - Lease a Bike
Esta quarta-feira era o antepenúltimo dia desta Vuelta em que os favoritos poderiam fazer diferenças entre si. João Almeida e Jonas Vingegaard partiram de O Barco de Valdeorras rumo ao Alto de El Morredero com o objetivo de ganhar tempo ao mais direto rival, por diferentes razões.
As principais equipas ditaram que a fuga, que surpreendentemente não continha nenhum elemento da UAE Team Emirates, não iria disputar a vitória da 17.ª etapa.
Sergio Samitier, da Cofidis, foi o último dos fugitivos a ser apanhado pelo pelotão, comandado pela Red Bull – Bora – Hansgrohe, que procura destronar Tom Pidcock, da Q36.5, e levar Jai Hindley ao pódio da Vuelta.
A equipa austríaco-alemã imprimiu um ritmo forte no início da subida, tendo depois sido substituída pela Visma – Lease a Bike. A cerca de 6 quilómetros, Hindley faz a primeira mexida. Vingegaard, Pidcock e Matthew Riccitello, da Israel – Premier Tech, conseguiram dar réplica imediata à aceleração do australiano. Almeida, por seu turno, procurou o seu ritmo e juntou-se à frente 600 metros depois.
A cerca de quatro quilómetros do fim deu-se a movimentação decisiva da etapa. Giulio Pellizzari, líder da classificação da juventude e principal braço direito de Hindley, aproveitou a calma no grupo da frente para atacar e não mais ser alcançado.
Os sinais do lado de João Almeida não foram os mais animadores. O corredor português da UAE Team Emirates teve dificuldades para seguir pequenas acelerações de Hindley e Riccitello nos últimos quilómetros. A boa notícia é que Vingegaard também não pareceu ir muito fácil. Ambos poderiam ter aproveitado a aparente debilidade do rival, mas nenhum o fez, o que deixa a entender que estão os dois no limite.
No sprint final pelo segundo lugar, Pidcock foi o mais forte, seguido de Hindley. Vingegaard foi quarto e ganhou dois segundos a Almeida, que foi quinto.
Após o final, João Almeida foi questionado se estaria desapontado com a etapa. “Nem por isso, estou apenas cansado”, disse o português aos microfones dos jornalistas presentes no Alto de El Morredero. “A segunda parte da subida teve muito vento, ninguém queria gastar mais [energia]. Foi uma subida traiçoeira. (…) [Vingegaard] não parecia super. Eu também não, portanto, estamos os dois no mesmo barco.”
Esta quinta-feira é novo dia-chave para a classificação geral, com um contrarrelógio de 27,2 quilómetros com início e fim em Valladolid.