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JMJ: temeu-se prejuízo mas evento acabou com lucro de 35 milhões de euros

Agência Lusa , BCE
31 mai, 19:00

O montante será aplicado no desenvolvimento de projetos de apoio a jovens, especialmente nos concelhos de Lisboa e Loures

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ), realizada em Lisboa em 2023, teve um resultado positivo global de cerca de 35 milhões de euros, indicou esta sexta-feira o ainda presidente da Fundação JMJ, cardeal Américo Aguiar.

O balanço foi feito numa conferência de imprensa, na qual Américo Aguiar fez agradecimentos e falou dos grandes números do encontro da juventude, que trouxe o papa Francisco a Lisboa e mais 1,5 milhões de jovens de todo o mundo.

Américo Aguiar disse que chegou a esperar um resultado positivo de apenas três milhões de euros e até temeu que a iniciativa trouxesse prejuízo. Depois foi avançado que o lucro seria de 20 milhões de euros, mas o lucro acaba por ficar mais de 50% acima do estimado.

Os 35 milhões serão posteriormente aplicados no desenvolvimento de projetos de apoio a jovens, especialmente nos concelhos de Lisboa e Loures.

O bom resultado deveu-se, disse, ao número de inscritos na JMJ, que na reta final ultrapassou as expectativas, mais de 400 mil, bem como ao apoio do Estado, das empresas e particulares, incluindo o voluntariado, e também a “uma gestão austera”.

Os donativos ascenderam a 11 milhões e euros, entre particulares e empresas, sendo que várias empresas doaram serviços e produtos, mas não dinheiro, precisou Américo Aguiar, que vai ser substituído na presidência da Fundação JMJ Lisboa 2023 pelo padre Alexandre Palma, a partir de julho, conforme anunciou hoje o patriarca de Lisboa, Rui Valério.

Alexandre Palma, também presente na conferência de imprensa, disse que o dinheiro arrecadado “é dos jovens” e explicou que o foco da Fundação é a promoção da infância e da juventude.

O capital será posto a render e a Fundação irá redistribuir os proveitos desse rendimento, apoiando obras de promoção da infância e juventude, afirmou.

Américo Aguiar falou do passado, desde a candidatura de Portugal para organizar a JMJ, da covid-19 e do adiamento da iniciativa por um ano, da preocupação do Papa Francisco sobre a reação dos jovens a uma JMJ após a pandemia, dos apoios de empresas à iniciativa, e da concretização da jornada, passando pela reconversão de todo o espaço do Parque Tejo, entre Lisboa e Loures.

E deixou muitos agradecimentos, incluindo à população da capital, afirmando e repetindo que os portugueses, quando têm um desafio são capazes e fazer “o melhor”.

No final da conferência de imprensa, depois de recordar que a JMJ esteve inicialmente prevista para o aeródromo de Alverca, e de lembrar uma visita liderada pelo Presidente da República ao Parque Tejo, quando este tinha mato e estava vedado, ofereceu simbolicamente a Alexandre Palma uma cruz que usava na lapela alusiva à JMJ.

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