"É importante lembrar as vítimas": príncipe Eduardo fala sobre Epstein enquanto o irmão André enfrenta novas acusações

3 fev, 21:09
Príncipe André (Associated Press)

Novas revelações que vieram a público voltam a implicar o irmão do rei de Inglaterra no escândalo

O príncipe Eduardo diz que é “importante lembrar” as vítimas de Jeffrey Epstein, num momento em que o seu irmão, o antigo príncipe André, enfrenta cada vez maior pressão para prestar depoimento no congresso norte-americano sobre as suas ligações ao criminoso sexual.

Os comentários do príncipe vieram ainda no mesmo dia em que Peter Mandelson, um antigo membro do governo britânico, anunciou que vai abandonar o parlamento depois de os novos documentos mostrarem que partilhou emails confidenciais com Epstein.

As palavras de Eduardo ecoaram as do primeiro-ministro britânico, para quem as vítimas têm de vir primeiro: “Qualquer pessoa que tenha informações deve estar preparada para as partilhar da forma que lhe for pedida. Não se pode estar do lado das vítimas se não se estiver preparado para fazer isso”.

André Mountbatten-Windsor - como passou a ser conhecido depois de perder os títulos reais no ano passado - foi convocado em novembro para depor no congresso a propósito de uma investigação sobre Epstein. Na altura, o agora antigo príncipe, que continua a negar todas as acusações, não respondeu.

Agora, mais de três milhões de documentos relacionados com o multi-milionário norte-americano foram tornados públicos, incluindo fotografias de André com Epstein, e imagens que parecem mostrar o então príncipe ajoelhado por cima de uma mulher deitada no chão.

Os ficheiros mostram ainda várias tentativas por parte das autoridades norte-americanas para que André ajudasse nas investigações sobre Epstein. Sarah Ferguson, a ex-mulher do antigo príncipe, também aparece nos documentos.

Mas os ficheiros são apenas parte do problema. Uma segunda mulher alega que Epstein a levou de avião ao Reino Unido para um encontro sexual com André em 2010.

O advogado da mulher, Brad Edwards, já representou mais de 200 alegadas vítimas de Epstein, e não é a primeira vez que processa André: já o fez antes em nome de Virginia Giuffre, a mulher que alegou ter sido obrigada a ter relações sexuais com o irmão do rei Carlos III em 2001, quando tinha apenas 17 anos. Giuffre chegou a acordo com André em 2022 por cerca de 12 milhões de libras. No ano passado, morreu por suicídio.

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