Covid-19: crianças francesas já não precisam de apresentar três testes negativos para regressar à escola

Agência Lusa , BMA
10 jan, 23:10
Estudantes franceses regressam às aulas
Estudantes franceses regressam às aulas

Simplificação do protocolo nas escolas era há semanas pedida pelos pais e professores, já que a variante Ómicron acelerou a disseminação do vírus entre os mais novos

PUB

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, anunciou esta segunda-feira a simplificação do protocolo sanitário contra a covid-19 as escolas, numa altura em que mais de 10 mil turmas estão sem aulas devido à pandemia. "Eu ouvi as preocupações dos pais", disse o governante em entrevista ao canal de televisão TF1.

Para continuar a frequentar as aulas em França, uma criança tinha até então de apresentar três testes negativos com o intervalo de dois dias cada. O primeiro teste tinha de ser um PCR ou antigénio, levando a longas filas nas farmácias.

PUB

O primeiro-ministro anunciou que as crianças que sejam identificadas como contacto de risco podem realizar três autotestes e que estes são fornecidos gratuitamente nas farmácias aos pais.

Para que o aluno volte às aulas, apenas será pedida aos encarregados de educação uma declaração de honra atestando que a criança é negativa ao vírus.

Ao contrário também do que acontecia, os pais já não são obrigados a ir buscar as crianças logo que seja declarado um caso positivo na escola, sendo assim possível que as crianças terminem o dia no estabelecimento de ensino, deixando mais tempo aos pais para gerirem a situação.

PUB
PUB
PUB

Devido ao número de casos positivos em França há atualmente 10.453 turmas sem aulas, cerca de 2% do total nacional.

A simplificação do protocolo nas escolas era há semanas pedida pelos pais e professores, já que a variante Ómicron acelerou a disseminação do vírus entre os mais novos.

Estes anúncios acontecem na mesma semana em que os professores preparam uma grande mobilização contra o protocolo sanitário e as condições do ensino face à covid-19.

Esta greve conta com a participação do maior sindicato do país de professores primários, assim como sindicatos do ensino básico e liceus, sendo também apoiada pela maior federação de pais da França.

Uma newsletter para conversarmos - Decisão 22

Envie-nos as suas questões e sugestões de temas, responderemos pela caixa do correio

Saiba mais

Europa

Mais Europa

Patrocinados