Japão reabre fronteiras aos turistas (mas muito devagarinho)

18 mai, 02:09
Bairro de Asakusa em Tóquio

Após mais de dois anos fechado aos turistas, por causa da pandemia, o Japão vai aceitar grupos de visitantes de quatro países. Será o teste final para a eventual reabertura ao mundo

O Japão vai aceitar, ainda este mês, excursões em pequena escala de turistas oriundos dos Estados Unidos, Austrália, Tailândia e Singapura, como uma espécie de ensaio para a eventual reabertura do país a visitantes estrangeiros. Se o teste com os pequenos grupos de excursionistas correr bem, a reabertura de fronteiras poderá concretizar-se no mês de junho.

O anúncio foi feito ontem pelo governo nipónico, que desde março tem dado passos cautelosos no sentido de aliviar as restrições à entrada de viajantes no país. O Japão fechou as fronteiras aos turistas estrangeiros logo na fase inicial da pandemia do novo coronavírus em março de 2020. Mas, ao fim de dois anos de fronteiras fechadas (só era autorizada a entrada de cidadãos japoneses, ou de estrangeiros com visto de residência - e todos eram submetidos a rigorosos confinamentos à chega ao país), o Executivo tem vindo a flexibilizar as restrições desde março. 

Conforme a situação pandémica foi ficando controlada (e nunca foi tão grave como na generalidade dos países ocidentais, nem chegou aos níveis alarmantes da pandemia na vizinha Coreia do Sul) foi sendo seguida uma política de pequenos passos, que começou com a autorização de entrada para viagens de negócios, e depois estagiários técnicos e estudantes. O limite de entradas diárias no país também foi gradualmente elevado, e está neste momento em dez mil pessoas por dia. Esse teto deverá subir para 20 mil entradas diárias em junho.

 

Há 2 anos sem turistas estrangeiros

 

"As viagens internacionais são extremamente importantes para as atividades económicas e a revitalização regional", disse o ministro do Turismo, Tetsuo Saito, numa conferência de imprensa.

A lei japonesa limita fortemente a possibilidade do Governo impor restrições de movimentos e outro tipo de liberdades aos cidadãos. Mesmo o encerramento de estabelecimentos e o uso de máscara não podem ser impostos - quando o Executivo recorreu a essas medidas, foram “fortemente recomendadas”, mas sem força legal. Mas os cidadãos mostraram-se bastante favoráveis à generalidade das medidas, cujo cumprimento foi generalizado. Como incentivo adicional, o Estado deu fortes apoios financeiros a empresas como restaurantes e bares que aceitassem encerrar ou reduzir o horário de funcionamento.

A frente onde o Governo impôs restrições mais impactantes foi nas fronteiras. O Japão deixou de receber turistas e limitou todas as entradas no país. Com estas restrições de viagens, o número de visitantes estrangeiros caiu 99,2% em 2021, em comparação com 2019, o último ano de normalidade antes da pandemia.

As viagens de férias de japoneses para o estrangeiro também ficaram reduzidas a quase nada - não eram proibidas, mas no regresso ao país os viajantes teriam de cumprir duas semanas de quarentena, incluindo, nalguns momentos, o isolamento completo em “residências de quarentena”, o que desincentivou as deslocações.

 

Grupos pequenos, em excursões organizadas

 

A nova fase experimental, agora anunciada, prevê que pequenos grupos façam viagens em pacotes organizados, limitados a áreas onde os governos das províncias concordaram em aceitar visitantes estrangeiros. Todos devem ter as três doses da vacina contra a covid-19.

A avaliação desta experiência irá determinar os passos seguintes, incluindo a possibilidade de reabertura total das fronteiras para quem esteja totalmente vacinado. 

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