O Japão quer chegar a um acordo com Taiwan sobre questões de defesa e preparar-se para um potencial conflito na região

Agência Lusa , CV
28 jul, 17:37
Covid-19

Rara visita de uma delegação japonesa de alto nível à ilha abordou a questão da segurança regional

Um grupo de deputados japoneses, incluindo dois antigos ministros da defesa, reuniram-se esta quinta-feira com a Presidente de Taiwan, numa rara visita de alto nível à ilha para discutir segurança regional.

A delegação, liderada pelo deputado e ex-ministro da Defesa Shigeru Ishiba disse que quer chegar a um acordo com Taiwan sobre questões de defesa e preparar-se para um potencial conflito na região, ao mesmo tempo que referiu que quer evitar o desenvolvimento de conflitos.

"Precisamos de pensar com antecedência sobre que tipo de situações podem acontecer, que tipo de leis e acordos devemos preparar e que tipo de armamento podemos usar", disse o responsável no gabinete presidencial, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

"Precisamos de trabalhar em conjunto para chegar a um consenso sobre isto antes que aconteça alguma coisa", acrescentou.

Ishiba observou que o Japão também está a trabalhar de perto com os Estados Unidos para evitar conflitos na região do Indo-Pacífico, dizendo que os aliados "não têm outra escolha" senão preparar-se.

O grupo de legisladores japoneses foi recebido pela Presidente, Tsai Ing-wen, e tem ainda agendados encontros com o primeiro-ministro taiwanês, Su Tseng-chang, e representantes do Ministério da Defesa.

"Continuaremos a aprofundar a nossa cooperação com o Japão e outros parceiros democráticos para defender a paz e a estabilidade do Indo-Pacífico", disse, por sua vez, Tsai Ing-wen.

Ishiba referiu ainda que o Japão tem a responsabilidade de promover a segurança regional, o desenvolvimento económico e o Estado de direito. "Não pode ser apenas ao nível do pensamento, apenas das palavras ditas. O Japão deve assumir responsabilidades concretas na região asiática", disse.

Taiwan, onde se refugiou o antigo governo chinês depois de o Partido Comunista tomar o poder na China, em 1949, funciona como uma entidade política soberana. No entanto, Pequim considera-a território seu e ameaça usar a força caso declare independência.

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