Mais de 300 pessoas ficaram feridas, várias em estado grave, e que cerca de 40.000 habitações permanecem sem eletricidade
O número de mortos após o forte sismo que atingiu o sudoeste do Japão subiu para 34, informaram esta quinta-feira as autoridades da província de Kumamoto.
As equipas de resgate ainda trabalham para encontrar sobreviventes após o sismo de magnitude 6,8 que atingiu a província de Kumamoto, na ilha de Kyushu, na terça-feira, causando danos generalizados em casas e linhas de energia.
Várias pessoas morreram depois de parte de um centro comercial ter ruído e uma explosão ter atingido o local cerca de uma hora depois.
Milhares de residentes sem-abrigo estão agora em centros de evacuação, embora o desafio seja mantê-los frescos e hidratados enquanto a região enfrenta um calor abrasador.
Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o terramoto teve como epicentro a Prefeitura de Kumamoto, na ilha de Kyushu, no sudeste do país e foi seguido por dezenas de réplicas.
A agência alertou que sismos de magnitude semelhante poderiam ocorrer nos próximos dias, e ainda para o risco de chuvas intensas nos próximos dias, que podem provocar deslizamentos de terra nas áreas já fragilizadas.
As autoridades locais indicaram que mais de 300 pessoas ficaram feridas, várias em estado grave, e que cerca de 40.000 habitações permanecem sem eletricidade.
Equipas de resgate continuam a procurar desaparecidos em zonas de desabamentos de terra, enquanto o Exército japonês mobilizou 3.600 militares para apoiar operações de socorro.
Centenas de equipas de socorro continuavam também a tentar alcançar sobreviventes nos escombros de um centro comercial em Kashima. O centro comercial tinha sido evacuado após o sismo, mas cerca de 50 minutos depois foi devastado por uma explosão, quando ainda estavam funcionários no interior.
Segundo Kihara, não houve relatos de problemas na Central Nuclear de Sendai, localizada na província de Kagoshima, perto de Kumamoto. A central possui dois reatores nucleares e fornece eletricidade à região de Kyushu.
Kumamoto já tinha sido atingido em 2016 por dois sismos devastadores, que causaram 273 mortos. O Japão regista centenas de tremores por ano, cerca de 18% dos sismos mundiais.
