Cinco meses depois do sismo que matou 260 pessoas, Japão volta a tremer

Agência Lusa , DCT
3 jun, 05:43
Sismo no Japão (Associated Press)

O sismo foi seguido de várias réplicas, incluindo um abalo de magnitude 4,8.

Um sismo de magnitude 5,9 atingiu esta noite, sem causar danos significativos ou vítimas mortais, a península de Noto, no centro do Japão, onde a 1 de janeiro um outro sismo causou 260 mortos.

O sismo aconteceu às 06:31 (21:31 de domingo em Lisboa), com epicentro na ponta da península de Noto, referiu a Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês).

As autoridades referiram que o abalo causou o desmoronamento de três habitações, mas sem causar quaisquer vítimas.

A televisão pública japonesa NHK mostrou imagens de pelo menos uma casa com paredes muito danificadas e o telhado parcialmente caído.

Nenhuma anomalia foi detetada nas centrais nucleares do país, garantiu o porta-voz do Governo japonês, Yoshimasa Hayashi.

O sismo foi seguido de várias réplicas, incluindo um abalo de magnitude 4,8.

“A área está sujeita a atividade sísmica há mais de três anos, incluindo o terramoto de magnitude 7,6 ocorrido a 1 de janeiro deste ano. Isto deverá continuar num futuro próximo, por isso continuem a ter cautela”, lembrou a JMA.

A agência também reiterou os perigos que aluimentos de terra e quedas de rochas podem causar na península de Noto, riscos reforçados pela chuva que se tem registado na região.

Mais de 260 pessoas morreram na sequência do sismo de 01 de janeiro, que destruiu um grande número de casas e infraestruturas na península de Noto, numa altura em que as famílias se reuniam para celebrar o Ano Novo.

Situado no cruzamento de várias placas tectónicas ao longo do chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, o Japão é um dos países com maior atividade sísmica do mundo.

Mais de 2.200 terramotos foram sentidos no arquipélago no ano passado, incluindo 19 sismos de magnitude igual ou superior a 6,0, de acordo com a JMA.

A grande maioria causa poucos danos, sobretudo devido à aplicação de normas de construção antissísmicas extremamente rigorosas no Japão, cuja população tem também uma elevada consciência das medidas de emergência face a desastres naturais.

No entanto, muitos edifícios, sobretudo em zonas rurais como Noto, estão degradados e, portanto, vulneráveis a fortes sismos.

A 11 de março de 2011, um sismo de magnitude 9, o mais poderoso registado na costa nordeste do Japão, um país de 125 milhões de habitantes, desencadeou um tsunami que causou cerca de 20 mil mortos ou desaparecidos.

O maremoto também causou o acidente nuclear de Fukushima, o mais grave a nível mundial desde Chernobyl, em 1986.

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