Bolsonaro diz que sofreu surto causado pela medicação e nega intenção de fuga. Mas o juiz mantém a prisão preventiva

CNN Portugal , MJC
23 nov, 16:25
Jair Bolsonaro pronuncia-se pela primeira vez após a vitória de Lula da Silva. (Imagem AP)

Na audiência de custódia, Bolsonaro relatou ter sofrido um surto devido aos medicamentos que está a tomar e negou intenção de fuga. Esta tarde receberá a visita da mulher

O ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro disse ao juiz que os medicamentos que está a tomar provocaram “paranoia” e “alucinações” que o levaram a tentar retirar o monitor do tornozelo, revela um documento judicial citado pela Reuters.

Na audiência de custódia, esta tarde, Bolsonaro relatou ter sofrido um surto e negou intenção de fuga. Segundo relatos feitos à CNN Brasil, o ex-presidente disse acreditar que o ataque foi causado por medicamentos.

De acordo com relatos de investigadores, o ex-presidente estava com sinais de abatimento.

Após a audiência, a prisão preventiva de Bolsonaro foi mantida e homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Bolsonaro está preso na Superintendência da PF (Polícia Federal), em Brasília, desde sábado, quando foi detido preventivamente por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A audiência de custódia ocorreu por videoconferência e foi realizada por um juiz auxiliar do gabinete de Moraes. Além dele, participam da audiência advogados do ex-presidente e um representante do Ministério Público Federal.

Na audiência, o juiz analisou se a prisão ocorreu dentro da legalidade e se haveria necessidade de adequação da manutenção da medida. Bolsonaro respondeu sobre acesso à defesa e maus-tratos ou se houve alguma irregularidade.

Ainda neste domingo, o ex-presidente teve autorização para receber visita da sua esposa, Michelle Bolsonaro. A visita acontecerá entre as 15:00 e as 17:00. (entre as 19:00 e as 21:00 em Lisboa).

Jair Bolsonaro foi detido na madrugada de sábado depois de ter tentado danificado com um ferro de soldar a pulseira eletrónica que lhe permitia cumprir a pena em prisão domiciliária. Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde agosto. A conversão de domiciliar em preventiva foi solicitada pela PF, com o aval da PGR (Procuradoria-Geral da República), e determinação deo juiz Moraes.

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