Jair Bolsonaro assegura a Joe Biden que deixará presidência "de forma democrática"

Agência Lusa , AM
10 jun, 10:24
Jair Bolsonaro e Joe Biden (Associated Press)

Presidente do Brasil tem questionado a legitimidade das eleições dos EUA, chegando mesmo a questionar a fiabilidade das urnas eletrónicas e a denunciar o início da fraude em 2018, quando ganhou o escrutínio

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, garantiu na quinta-feira ao homólogo norte-americano, Joe Biden, que, quando tiver de deixar a presidência do país, o fará "de forma democrática".

"Este ano temos eleições no Brasil e queremos eleições limpas, fiáveis e auditáveis para que não haja dúvidas (...) Fui eleito pela democracia e estou certo de que, quando deixar o Governo, será também de uma forma democrática", disse o chefe de Estado brasileiro sobre as eleições agendadas para 02 de outubro, segundo um comunicado da Casa Branca divulgado após uma reunião bilateral entre os dois governantes.

A declaração de Bolsonaro, feita na IX Cimeira das Américas, surge depois de o presidente brasileiro ter questionado a legitimidade das eleições em várias ocasiões nos últimos meses, chegando mesmo a questionar a fiabilidade das urnas eletrónicas e a denunciar o início da fraude em 2018, quando ganhou o escrutínio.

Antes do encontro com o seu homólogo norte-americano, Bolsonaro voltou a questionar o sistema eleitoral no Brasil, bem como o dos Estados Unidos.

"É o povo americano que o diz [que houve fraude nas eleições nos EUA]. [Donald] Trump estava a ir muito bem. E temos muitas coisas que nos fizeram duvidar (...) Não queremos que isso aconteça no Brasil", disse o presidente brasileiro.

Horas depois, após o encontro entre Biden e Bolsonaro, o presidente dos EUA deixou uma mensagem de confiança no sistema eleitoral brasileiro: "O Brasil é um lugar maravilhoso, (...) por causa da democracia vibrante e inclusiva e das fortes instituições eleitorais".

A Casa Branca já defendeu anteriormente a fiabilidade das eleições no Brasil. "Temos sido muito francos na expressão de grande confiança na capacidade das instituições brasileiras de realizarem eleições livres e justas com salvaguardas adequadas contra a fraude", disse o responsável norte-americano para o Hemisfério Ocidental, Juan Gonzales, em comunicado.

Os EUA exortaram também o Governo brasileiro a não minar a confiança no processo eleitoral, "especialmente porque não houve sinais de fraude nas eleições anteriores", enfatizou a Casa Branca.

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