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Miguel Sousa Tavares pede intervenção de Marcelo no caso da vigilância ao juiz Ivo Rosa

2 out 2025, 23:56

Comentador considera que há uma “vendetta” do Ministério Público contra Ivo Rosa devido à Operação Marquês. Sobre o tema da lei dos estrangeiros, argumenta que a lei foi “claramente” melhorada e diz que o assunto “está sanado” - mas “alguma coisa o PSD deu ao Chega”

Miguel Sousa Tavares considera “muito grave” aquilo que o Ministério Público fez ao juiz desembargador Ivo Rosa. O Exclusivo da TVI/CNN Portugal apurou que o juiz foi investigado durante três anos pelo Ministério Público sem ter sido notificado. O comentador da TVI, no seu espaço habitual 5.ª Coluna, pede a intervenção do Presidente da República neste caso.

“Estão em causa os princípios fundamentais do Estado de direito. Um cidadão é vítima de uma denúncia anónima que o acusa de vários crimes, sem indícios concretos nem provas. É investigado durante três anos. Violam-lhe o sigilo bancário, o sigilo fiscal, a correspondência, o telefone. Perseguem-no fisicamente para ver onde é que ele vai e o que é que ele faz”, começa por dizer Sousa Tavares. “Nunca é informado de que está a ser investigado e, ao fim de três anos, o processo é arquivado dizendo que está completamente vazio. Não há a mais pequena justificação. Isto é admissível num Estado de direito? Não.” Por isso: "Quem pode fazer perguntas e exigir uma resposta é o Presidente da República".

Miguel Sousa Tavares considera que há uma “vendetta” do Ministério Público contra Ivo Rosa devido à Operação Marquês. “O juiz Ivo Rosa, que é detestado pelo Ministério Público e muito por causa desse despacho instrutório, disse que os crimes principais contra José Sócrates prescreveram. Isto foi uma chapada na cara do Ministério Público, revela uma total incompetência”.

Sobre o tema da lei dos estrangeiros, Sousa Tavares considera que a lei foi “claramente” melhorada e diz que o assunto “está sanado”. No entanto, questiona o porquê do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, ter criticado fortemente o Chega durante uma entrevista ao canal Now para, “10 horas depois”, os dois partidos estarem a assinar um acordo.

“[O Chega é] o mesmo partido que tinha chamado corrupto a Luís Montenegro em cartazes de campanha, o mesmo partido a que Luís Montenegro tinha dito ‘não é não, não faremos acordos com eles’, o mesmo partido que Luís Montenegro tinha dito que precisava de levar lições de democracia - e chegaram a acordo com ele?”, questiona o comentador da TVI, que afirma que algo foi negociado “debaixo da mesa” como contrapartida. “Alguma coisa o PSD deu ao Chega”, conclui Sousa Tavares.

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