Iniciativa Liberal em reunião magna com legislativas à vista e sem mudança de líder

Agência Lusa , RL
10 dez 2021, 10:28
João Cotrim Figueiredo
João Cotrim Figueiredo

VI Convenção Nacional dos liberais decorre sábado e domingo, em Lisboa, com as legislativas como pano de fundo

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Sem surpresas na presidência, já que João Cotrim Figueiredo volta a ser candidato único, a VI Convenção Nacional da Iniciativa Liberal (IL) decorre sábado e domingo, em Lisboa, com as legislativas antecipadas como pano de fundo.

Com cerca de 700 membros presencialmente no Centro de Congressos de Lisboa e 500 online, esta reunião magna eletiva dos liberais será de consagração do deputado único João Cotrim Figueiredo, que se recandidata sem oposição interna a um segundo mandato como presidente da Comissão Executiva, depois da primeira eleição, em dezembro de 2019, na convenção de Pombal, também em lista única.

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Pela primeira vez com uma convenção de dois dias, os liberais vão, além de eleger a direção, aprovar a moção de estratégia global, analisar e votar 16 moções setoriais, viabilizar uma nova Declaração de Princípios e aditar novos pontos aos estatutos para cumprir o pedido pelo Tribunal Constitucional.

Ao longo da VI Convenção Nacional antecipa-se o debate político com as diversas intervenções dos membros, estando previsto que o presidente recandidato faça três discursos: no sábado, na abertura (a propósito do relatório de atividades da Comissão Executiva em funções), e na apresentação da moção de estratégia global e, já no domingo, o de encerramento.

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A reunião magna dos liberais acontece a menos de dois meses das legislativas antecipadas de 30 de janeiro e as metas eleitorais, estratégia e características dos candidatos estão já definidas na moção de estratégia global 2021-2023, intitulada “Preparados. Liberalizar Portugal”, onde é proposto, também sem surpresas, que João Cotrim Figueiredo volte a ser o cabeça de lista por Lisboa.

Liberais com "ambição realista" de conseguir 4,5% dos votos 

Depois de nas últimas legislativas terem alcançado 1,29% dos votos, para os liberais é uma “ambição realista” conseguir agora “4,5% dos votos a nível nacional” – o que significa mais do que triplicar o resultado - e a “eleição de cinco deputados, nos distritos de Lisboa e Porto e com possibilidades também em Braga, Setúbal e Aveiro”, deixando assim a condição deputado único alcançada na estreia de 2019 e passando a ter um grupo parlamentar.

De acordo com o texto estratégico, a IL considera que poderá “ser a chave de uma solução de Governo alternativa à do PS” de duas formas: ou integrando um Governo de coligação “com forças políticas não socialistas e não-populistas” ou viabilizando no parlamento um “Governo não-socialista, mediante acordo escrito”, em ambos os casos fazendo depender esta decisão da adoção de “um conjunto significativo de medidas liberais”.

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A Iniciativa Liberal não celebrará, em nenhum dos atos eleitorais previstos ou antecipados, quaisquer acordos escritos ou verbais, pré ou pós-eleitorais com o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda, o Partido Comunista Português ou o Chega”, compromete-se.

Se da agenda não faz parte a discussão e aprovação de nomes ou do programa eleitoral – essas ficarão para o Conselho Nacional – a moção já estabelece as características que os candidatos liberais terão que ter, bem como aquilo que presidirá à constituição das listas.

Valorizar o mérito (“nomeadamente interno”), incluir independentes, apresentar novos rostos e “preferencialmente selecionar pessoas com ligação efetiva aos círculos” são alguns dos critérios para a elaboração das listas às legislativas patentes na moção, que fixa ainda “cinco características essenciais para os eleitos liberais”: coerência, integridade, astúcia, generosidade e resistência.

Para domingo está prevista a eleição da comissão executiva, cuja lista única liderada por João Cotrim Figueiredo, também ela de continuidade, apresenta algumas alterações, com algumas saídas e outras entradas.

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Assim, entre as novidades da nova direção como vogais está um dos fundadores do Movimento Europa e Liberdade (MEL) Paulo Carmona, o professor catedrático Miguel Pina e Cunha e a advogada Ana Pedrosa-Augusto, que foi vice-presidente eleita no primeiro congresso do Aliança e integrou já as listas da IL à Câmara de Lisboa nas últimas autárquicas, para além do assessor do partido e militante número dois da IL, Rodrigo Saraiva.

De saída deste órgão estão Mónica Mendes Coelho e Maria Castello-Branco.

Para entrar na convenção, onde é obrigatória a utilização de máscara, será necessária a apresentação de certificado digital de vacinação à covid-19 ou de resultado negativo de teste antigénio realizado no prazo de 48 horas ou PCR com prazo até 72 horas.

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