Nervosismo na Europa: habitantes da Sicília pensavam que estavam a ser bombardeados mas afinal era um sismo

CNN , Barbie Latza Nadeau
5 mar, 14:14
Base de Sigonella (Salvatore Cavalli/AP)

Numa base daquela ilha estão mais de dois mil militares dos Estados Unidos

A guerra no Irão tem repercussões a mais de quatro mil quilómetros de distância, na Sicília, que alberga bases dos EUA e da NATO.

O nervosismo dos moradores é tal que, esta quarta-feira, quando um pequeno sismo atingiu as encostas do Monte Etna, ligaram para os serviços de emergência a perguntar se a ilha tinha sido bombardeada, segundo a Defesa Civil italiana.

Esta quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Itália, Antonio Tajani, e o ministro da Defesa, Guido Crosetto, discursaram no parlamento para tranquilizar os parlamentares, afirmando que, em relação às bases americanas, “os tratados regem a sua utilização”.

Os ministros não descartaram a utilização das bases no futuro e reiteraram o anúncio da primeira-ministra Giorgia Meloni de que a Itália enviaria sistemas de defesa aérea para a região.

“Pretendemos implantar um dispositivo multidomínio no Médio Oriente, com sistemas de defesa aérea antidrone e antimíssil”, disse Crosetto, acrescentando que estariam prontos para considerar um pedido para utilizar as bases.

A Sicília alberga Sigonella, a principal base da Aliança de Vigilância Terrestre da NATO e lar de mais de dois mil militares norte-americanos no ativo.

Os ministros foram também pressionados sobre a possibilidade de a ilha ser alvo de ataques, o que levou alguns sicilianos a evacuar para o continente.

“A Sicília sempre foi uma terra de paz e de diálogo entre os povos e não pode ser utilizada como base para a agressão e o conflito”, afirmou o eurodeputado do Movimento Cinco Estrelas, Giuseppe Antoci.

Europa

Mais Europa