"Nuclear, Itália está pronta". Meloni quer reabrir centrais até ao final de 2027

23 jan 2025, 12:08
Energia nuclear (AP)
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As centrais nucleares estão proibidas em Itália na sequência dos referendos de 1987 e 2011, mas o governo está agora a elaborar regras para levantar a proibição através da utilização de novas tecnologias de energia nuclear

Depois de ter sido proibida no país há quase 40 anos, Itália pretende regressar ao uso de energia nuclear até ao fim de 2027, disse o ministro da Energia, Gilberto Pichetto Fratin, numa entrevista publicada esta quinta-feira pelo diário italiano Il Sole 24 Ore.

"Nuclear, Itália está pronta", exclamou Pichetto Fratin.

O governo de Giorgia Meloni defende que os pequenos reatores modulares e os reatores modulares avançados têm capacidade de ajudar a descarbonizar as indústrias mais poluentes de Itália, incluindo a siderurgia, o vidro e a azulejaria.

As centrais nucleares estão proibidas em Itália na sequência dos referendos de 1987 e 2011, mas o governo está agora a elaborar regras para levantar a proibição através da utilização de novas tecnologias de energia nuclear.

“A Itália está pronta para regressar à energia nuclear, uma escolha crucial que não substituirá as energias renováveis, mas que as complementará, assegurando um cabaz energético equilibrado e sustentável”, defendeu Pichetto Fratin, acrescentando que um primeiro projeto de lei será submetido à aprovação do governo nas próximas duas semanas, com a esperança de que possa ser aprovado pelo parlamento ainda este ano.

Itália estima que pouparia 17 mil milhões de euros no custo da descarbonização da economia até 2050 se a energia nuclear representasse pelo menos 11% do seu cabaz energético.

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