Não vacinaram a filha de 4 anos contra a difteria. Agora estão a ser investigados por homicídio por negligência

22 ago, 12:55
vacina.dreamstime
Adicione a CNN como fonte preferidaSiga-nos no Google News ?Saiba mais

Autoridades procederam à vacinação dos outros três irmãos. Caso está na origem de um conjunto de medidas em Itália, como uma inspeção urgente a creches e escolas primárias, bem como campanhas de informação

O Ministério Público de Palermo, na ilha da Sicília, no sul de Itália, está a investigar os pais de uma menina de quatro anos que morreu de difteria por não ter sido vacinada. Em causa o crime de homicídio por negligência por omissão.

Segundo os procuradores, a falta de administração da vacina contra a difteria – obrigatória por lei em Itália – levou à morte da menina.

Os pais decidiram não vacinar a menina nem os outros três filhos, alegando que uma vacina tinha causado autismo num membro da família, segundo relatos dos meios de comunicação italianos.

Após a morte da menina, as autoridades de saúde da Companhia Provincial de Saúde de Palermo (ASP), em colaboração com o Hospital Cívico, procederam à vacinação dos três irmãos da vítima.

Um primo da criança falecida testou positivo para difteria no sábado e continua internado no Hospital Cívico, na capital siciliana.

No entanto, está livre de perigo e a recuperar bem em isolamento, graças às três primeiras doses do esquema de vacinação, como confirmou o diretor médico do hospital, Domenico Cipolla.

Após o incidente, a Procuradoria da Infância e Juventude de Palermo abriu uma investigação sobre o nível de evasão da vacinação obrigatória na Zona Expansione Nord (ZEN), um bairro nos arredores da capital siciliana, ordenando uma inspeção urgente às creches e escolas primárias da região, para verificar se há crianças não vacinadas a frequentar as aulas.

Por sua vez, o Ministério da Saúde italiano reiterou, após o caso, que não existem evidências científicas nem qualquer ligação entre a administração de vacinas e o autismo.

Em Itália, o esquema vacinal oficial exige a vacinação durante o primeiro ano de vida (um esquema básico de três doses), além de duas doses de reforço aos seis e doze anos de idade.

A difteria é uma infeção contagiosa transmitida por gotículas respiratórias e saliva.

Os principais sintomas incluem febre, dor de garganta, dificuldade em respirar, inchaço dos gânglios linfáticos e, em alguns casos, secreção sanguinolenta ou coloração azulada da pele.

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

Europa

Mais Europa