Giuseppe Marotta avisa que a cidade «corre o risco de se tornar irrelevante no futebol europeu»
As condições oferecidas pelo estádio Giuseppe Meazza, também conhecido como San Siro, sediado em Milão, continuam na ordem do dia em Itália e o presidente do Inter, Giuseppe Marotta, admite mesmo que o clube pode procurar opções fora da cidade caso não avance a construção de um novo estádio.
Em março deste ano, foi apresentado o projeto para um novo estádio em Milão, com capacidade para 71.500 lugares e com um custo global estimado em 1,2 mil milhões de euros.
Em declarações à estação italiana Rai Radio, o dirigente lembra que, em causa, está «um investimento privado de dois clubes [Inter e Milan] que traria grandes benefícios à cidade, em termos de infraestruturas, emprego e turismo».
«Atualmente, não somos competitivos na Europa. No máximo, Inter e Milan podem ter, cada um deles, proveitos de 80 milhões de euros, enquanto alguns clubes europeus ganham 300 milhões. Esta diferença tem um impacto negativo na competitividade dos clubes», defende Marotta.
Esse cenário leva-o a concluir que «há uma necessidade forte de um novo estádio», que Inter e Milan pretendem que seja construído em Milão. «Mas se forem colocados muitos entraves, iremos procurar alternativas noutra localidade», avisa o dirigente, lamentando que «a cidade de Milão corre o risco de se tornar irrelevante no futebol europeu».
«Já não pode receber uma final da Liga dos Campeões e não é uma das candidatas a receber jogos do Europeu de 2032 [que a Itália irá organizar juntamente com a Turquia]. San Siro merece ser respeitado, mas temos de encarar o facto de ele estar velho e, por isso, precisar de uma manutenção constante. Wembley foi demolido e reconstruído, temos a mesma necessidade aqui», salientou Giuseppe Marotta.