Nigeriano foi morto na rua, em plena luz do dia, em Itália. Várias pessoas viram e filmaram, mas não o ajudaram

31 jul, 20:02

O suspeito da morte do vendedor ambulante foi preso, mas o caso chocou o pais e causou revolta

Alika Ogorchukwu, um vendedor ambulante nigeriano, foi espancado até à morte, na rua, em plena luz do dia, em Itália. O suspeito do crime é Filippo Claudio Ferlazzo, de 32 anos. Tudo aconteceu na passada sexta-feira, numa rua da cidade de Civitanova Marche.

O vendedor, de 39 anos, terá feito um comentário sobre a namorada de Filippo e sido insistente na venda dos lenços que trazia. O comentário acabou por  desencadear uma reação violenta de Filippo Claudio Ferlazzo. A agressão aconteceu na rua Umberto I, mesmo no centro da cidade italiana.

De acordo com os meios de comunicação italianos, o nigeriano terá dito “Bella, podes comprar-me alguns lenços ou dar-me um euro.” Ao ouvir isto, o agressor agarrou numa muleta do vendedor, atirando-o ao chão e prosseguindo com a agressão. A cena foi gravada por várias câmaras de vigilância que estão no local.

Filippo Ferlazzo, natural de Salerno, foi preso sob a acusação de homicídio e roubo do telefone de Alika Ogorchukwu.

Foi um ataque que aconteceu em plena luz do dia, numa das zonas mais movimentadas da cidade italiana e à qual várias pessoas assistiram, tendo inclusive gravado vídeos que circulam nas redes sociais. 

A questão que se impõe, e que está a causar revolta, quer por parte da comunidade nigeriana, quer do povo italiano, é porque que é ninguém interviu, de forma a parar o ataque.

No sábado, centenas de pessoas, incluindo a esposa da vítima, Charity Oriachi, reuniram-se em Civitanova Marche para protestar contra o que aconteceu. Um ataque cujos manifestantes comparam ao assassinato de George Floyd, nos Estados Unidos.

"Tudo o que eu quero é justiça. Justiça para meu marido. A Itália não me deixe sozinha", disse em lágrimas Charity ao jornal italiano La Reppublica, acrescentando “quero olhar aquele homem nos olhos e perguntar porque matou o meu marido. Havia tantas pessoas ao redor, porque é que ninguém o ajudou?”.

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