Meloni pediu unidade ao Governo no seu primeiro e curto conselho de ministros

Agência Lusa , PP
23 out, 16:58
Giorgia Meloni (EPA/ Angelo Carconi)

Na manhã de hoje, Meloni recebeu de Mario Draghi, primeiro-ministro cessante e muito apreciado na cena internacional

A primeira-ministra italiana de extrema-direita, Giorgia Meloni, a primeira mulher no cargo, assumiu este domingo plenamente as suas funções, deixando um apelo ao seu Governo para que “permaneça unido”.

“Devemos estar unidos, há emergências às quais o país tem de fazer face. Temos de trabalhar juntos”, disse Meloni no final do primeiro conselho de ministros, que durou cerca de 30 minutos, com tensões em pano de fundo com Sílvio Berlusconi e Matteo Salvini, que integram a coligação em Itália.

Na manhã de hoje, Meloni recebeu de Mario Draghi, primeiro-ministro cessante e muito apreciado na cena internacional, o sino utilizado pelo presidente do Conselho para regular os debate no conselho de ministros, depois de um encontro de mais de uma hora no palácio Chigi, sede do Governo em Roma.

Um século depois de Mussolini chegar ao poder, Meloni, admiradora confessa do ´Duce´, assumiu a chefia do executivo mais à direita de Itália desde a fundação da República em 1946.

No sábado, a União Europeia, inquieta com a chegada da extrema-direita ao poder em Itália, país fundador da comunidade e com a chefe de Governo mais eurocética desde a Segunda Guerra Mundial, afirmou-se pronta a “cooperar” com o executivo de Meloni.

Foi felicitada pelos líderes das três principais instituições da União Europeia: Úrsula Von der Leyen, Charles Michel pelo Conselho Europeu e Roberta Metsola pelo Parlamento Europeu, tendo Meloni respondido a todos, dizendo-se “pronta e impaciente para trabalharem juntos”.

O seu primeiro compromisso oficial na cena internacional decorre esta tarde, encontrando-se com Emamanuel Macron, o presidente francês, estando a reunião prevista para as 19:30 num hotel em Roma, onde o chefe de Estado gaulês se encontra para participar na Conferência de Paz da Comunidade de Sant’Egídio, no decurso da qual se deve encontrar com o homólogo italiano, Sergio Mattarella.

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