Itália: mesas de voto para as legislativas encerraram

Agência Lusa , PP
25 set, 22:04
Eleições Itália

Mais de 50 milhões de italianos começaram hoje a votar às 07:00 (06:00 em Lisboa) para eleger um novo parlamento e, até às 19:00 locais, a taxa de participação era de 51%

As assembleias de voto para as legislativas em Itália encerraram às 23:00 locais (22:00 em Lisboa), num escrutínio em que o partido de extrema-direita Irmãos de Itália, de Giorgia Meloni, é favorito à vitória, mas sem maioria absoluta.

Mais de 50 milhões de italianos começaram hoje a votar às 07:00 (06:00 em Lisboa) para eleger um novo parlamento e, até às 19:00 locais, a taxa de participação era de 51%, menos sete pontos do que nas eleições de 2018.

As últimas sondagens, publicadas há cerca de 15 dias porque não são permitidas nas últimas semanas de campanha, apontavam para uma vitória do partido de extrema-direita ‘Fratelli d'Italia’ (Irmãos de Itália), de Giorgia Meloni, com 24% a 25% das intenções de voto, à frente do Partido Democrático, de Enrico Letta, de centro esquerda, com 21% a 22% dos votos.

Nos lugares seguintes estavam o Movimento 5 Estrelas (13 a 15%) e os partidos de direita e extrema-direita Liga (12%) e Força Itália (8%).

Devido à pulverização partidária, nenhum partido deverá obter uma maioria suficiente para governar sozinho.

A direita e a extrema-direita conseguiram um acordo de coligação que poderá levar Giorgia Meloni ao poder, juntamente com o partido conservador Força Itália, do ex-primeiro-ministro Sílvio Berlusconi, e da Liga, de Matteo Salvini, conhecido pela sua política dura contra a imigração.

Em tese, o mandato do Governo acompanha o mandato do parlamento, que é de cinco anos, mas a Itália é conhecida pelas crises políticas e pelos muitos governos.

Desde as eleições de 2018, os italianos tiveram três governos: dois chefiados pelo líder do Movimento 5 Estrelas, Giuseppe Conte, e outro por Mário Draghi.

As eleições de hoje foram marcadas depois de o Movimento 5 Estrelas ter decidido abandonar a coligação governamental. O primeiro-ministro, Mário Draghi, optou por renunciar, em julho passado, fazendo cair o Governo, dois anos após a sua constituição.

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