PKK nega envolvimento no ataque terrorista de Istambul

14 nov, 12:02

Ministro turco disse que as conclusões da investigação apontava para o PKK

O Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, na sigla original) negou qualquer envolvimento no ataque terrorista ocorrido este domingo em Istambul, na Turquia. Através de um comunicado citado pela agência Reuters, o grupo nega a autoria do atentado que matou seis pessoas e fez dezenas de feridos.

"Está fora de questão para nós alvejar civis em qualquer altura", refere o comunicado.

O comunicado do PKK surge horas depois de o ministro do Interior da Turquia ter acusado o grupo, que o governo do país considera terrorista, da autoria do ataque. "De acordo com as nossas conclusões, a organização terrorista PKK é responsável" pelo atentado, disse Soumeylan Soylu, anunciando a detenção de uma pessoa acusada de colocar o dispositivo explosivo no local.

Mais tarde, também as Forças Democráticas Sírias (SDF, na sigla original) recusaram a participação no ataque, pela voz do comandante do grupo, Mazloum Abdi.

Um atentado foi perpetrado, no domingo, na avenida Istiklal, na zona comercial de Istambul, a maior cidade da Turquia e capital económica do país, pelas 16:20 (13:20 em Lisboa).

Na televisão, em direto, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, denunciou "o vil atentado", dizendo então que "as primeiras observações" deixavam entender que se tratava de um atentado terrorista" em que "uma mulher estaria implicada".

Cinco promotores de justiça foram já designados para investigar a explosão, de acordo com a agência de notícias estatal Anadolu.

O Conselho Supremo de Rádio e Televisão, que vigia os órgãos de comunicação social na Turquia, impôs uma proibição temporária de relatos sobre a explosão, medida que impede as emissoras de exibir vídeos do momento da explosão ou das consequências.

O mesmo órgão já tinha imposto proibições semelhantes no passado, na sequência de ataques e acidentes.

Em imagens difundidas nas redes sociais, ouve-se o momento da explosão, acompanhado de chamas e desencadeando imediatamente um movimento de pânico.

Uma grande cratera negra também é visível nestas imagens, assim como vários corpos no solo, nas proximidades.

Outras imagens mostram ambulâncias, carros de bombeiros e da polícia no local.

A Turquia foi palco de uma série de atentados mortais entre 2015 e 2017 cometidos pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) e movimentos curdos.

Nesse período, a avenida Istiklal foi também palco de um ataque reivindicado pelo EI, que matou quase 500 pessoas e feriu mais de duas mil.

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