União Europeia condena violência em Jerusalém e apela às negociações de paz israelo-palestinianas

Agência Lusa , WL
28 jan, 13:27

Portugal, através do ministro João Gomes Cravinho, seguiu no mesmo sentido, de condenação da violência

A União Europeia (UE) condenou hoje os recentes ataques violentos ocorridos em Jerusalém no âmbito do conflito israelo-palestianiano e apelou às partes que retomem as negociações de paz e não cedam às provocações, noticia a Europa Press.

"A UE está chocada com o terrível ataque de sexta-feira a uma sinagoga de Jerusalém, no qual pelo menos sete pessoas foram mortas e muitas outras ficaram feridas enquanto participavam na celebração religiosa do 'Shabat' e com o ataque de hoje em Jerusalém Oriental, em que duas pessoas ficaram feridas, uma deles com gravidade", refere um comunicado divulgado em Bruxelas.

A UE acrescenta que condena “veementemente tais atos irracionais de violência e ódio".

Para Bruxelas, os "terríveis acontecimentos mostram mais uma vez que é urgente reverter esta espiral de violência e lançar iniciativas de peso para retomar as negociações de paz".

O departamento dirigido pelo Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, pediu também "a todas as partes que não caiam em provocações"

Na sexta-feira, o embaixador da União Europeia em Israel, Dimiter Tzantchev, declarou no Twitter estar "horrorizado" com o ataque, afirmando: "O terror nunca é a resposta. As mais profundas condolências às famílias das vítimas".

Um atirador palestiano, posteriormente identificado como sendo Jaire Alkam, residente em Jerusalém Oriental, disparou contra fiéis que saíam da cerimónia do `Shabat´, na sinagoga `Neve Yaakov´, causando sete mortos.

Após o ataque, o suspeito fugiu para o bairro palestiniano de Beit Hanina, onde foi morto por policias israelitas, após abandonar o carro, disparar contra os polícias e tentar fugir do local a pé.

A UE pronunciou-se também, mas num outro comunicado, sobre a morte na quinta-feira de nove palestinianos numa operação militar israelita em Jenin, na Cisjordânia.

"Com este caso, já são 30 palestinianos mortos na Cisjordânia desde o início deste ano. No ano passado, mais de 150 pessoas foram mortas por ações das forças israelitas na Cisjordânia, incluindo 30 crianças, o maior número desde o fim da Segunda Intifada, em 2005", conforme lembra Bruxelas.

A UE diz "reconhecer plenamente as legítimas preocupações de segurança de Israel, conforme evidenciado pelos últimos ataques terroristas", mas argumenta que "a força letal só deve ser usada como último recurso, quando for estritamente inevitável para proteger a vida". Bruxelas diz assim estar "muito preocupada" com a tensão em Israel e nos Territórios Palestinianos Ocupados.

"Pedimos a ambas as partes que façam todo o possível para reduzir a tensão e retomar a coordenação de segurança, essencial para evitar novos atos de violência", apelou Bruxelas.

Portugal condena "firmemente" ataque terrorista em Jerusalém

Portugal condenou também “firmemente” o ataque terrorista que ocorreu em Jerusalém, no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.

Na sua conta no Twitter, o MNE português defendeu que “tudo deve ser feito para parar esta escalada de violência”.

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