União Europeia apela a cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza

Agência Lusa , AG
11 mai 2023, 19:15
Envio de foguete contra Israel a partir da Faixa de Gaza (Hatem Moussa/AP)

ONU também diz estar "alarmada" com os mais recentes episódios

A União Europeia (UE) está “profundamente preocupada” e “alarmada” com a nova escalada de violência na Faixa de Gaza entre Israel e milícias palestinianas, apelando a um cessar-fogo imediato, disse esta quinta-feira o chefe da diplomacia comunitária.

Numa nota hoje divulgada, Josep Borrell apela a “um cessar-fogo imediato e abrangente que ponha termo às operações militares israelitas em Gaza e aos atuais bombardeamentos contra Israel, que são inaceitáveis”.

“A UE está profundamente preocupada com a grave escalada de violência que se verificou nos últimos dias em Israel e nos territórios palestinianos ocupados” e “profundamente alarmada com esta nova vaga de violência e com a deterioração da situação de segurança nos territórios palestinianos ocupados e em Israel, bem como com os acontecimentos em curso em Gaza e arredores, que causaram inaceitáveis vítimas civis, incluindo crianças”, adiantou o Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança.

Saudando os esforços do Egito para o alívio de tensões, o Alto Representante adianta que a UE “continuará a trabalhar com todas as partes no sentido de restabelecer um horizonte político para as soluções de dois Estados e para a estabilidade da região”.

ONU "alarmada"

O Gabinete das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou-se “alarmado” com o aumento da violência israelo-palestiniana na Faixa de Gaza.

"Devem ser efetuadas investigações rápidas e transparentes sobre todos os assassínios, especialmente os de civis", afirmou o Gabinete da ONU, num comunicado divulgado pelo porta-voz Jeremy Lawrence, que levanta “sérias dúvidas” sobre se os ataques aéreos israelitas, muitos contra edifícios residenciais, “respeitam o direito internacional”.

"Estamos preocupados com o facto de o exército israelita não ter tomado as precauções necessárias para evitar e minimizar a perda de vidas civis" e os danos em instalações não militares, acrescentou.

Em sentido contrário, Lawrence sublinhou que o lançamento “indiscriminado” de foguetes a partir de Gaza e em direção a Israel por parte das milícias palestinianas "coloca em risco tanto israelitas como palestinianos e viola o direito internacional humanitário".

O número de mortos nesta nova escalada entre Israel e as milícias de Gaza ascende a 28 palestinianos – 15 dos quais civis, incluindo seis menores - e 86 feridos, de acordo com números oficiais do Ministério da Saúde palestiniano.

Entre as vítimas mortais palestinianas estão cinco comandantes do grupo ‘Jihad’ Islâmica Palestiniana (JIP).

Do lado de Israel há o registo da morte de um homem de 70 anos, civil, vítima de um dos foguetes disparados hoje à tarde pelas milícias palestinianas.

A nova onda de violência, a maior entre Gaza e Israel desde agosto de 2022, começou terça-feira com ataques israelitas em território palestiniano, visando a JIP, uma organização considerada "terrorista" por Israel, pela União Europeia (UE) e pelos Estados Unidos.

Hoje, o exército israelita afirmou ter atingido 166 alvos em toda a Faixa de Gaza, incluindo locais de lançamento de foguetes pertencentes ao grupo armado, e eliminado mais dois dos seus comandantes.

Desde o lançamento a partir de Gaza dos primeiros mísseis, quarta-feira, foram disparados 547 foguetes contra o território israelita, dos quais 175 foram intercetados pelo sistema de defesa aérea, segundo o exército israelita.

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