Ataques israelitas no Líbano colocam sob pressão acordo entre EUA e Irão: negociações adiadas para já

CNN , Sana Noor Haq
19 jun, 11:23
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, durante uma conferência de imprensa na Sala de Imprensa Brady da Casa Branca, em Washington, na quinta-feira. Ken Cedeno/AFP/Getty Images
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Para esta sexta-feira estavam previstas conversações entre Washington e Teerão na estância de Bürgenstock, na Suíça

Teerão e Washington não vão realizar, na Suíça, as conversações que estavam previstas para esta sexta-feira, informou o Ministério dos Negócios Estrangeiros suíço, deixando as equipas que trabalham para concluir um acordo no prazo de 60 dias com ainda menos tempo para negociar.

Responsáveis iranianos procuram garantias de que a ofensiva israelita no Líbano será interrompida antes de retomarem as discussões, disse um diplomata à CNN. Israel e o Hezbollah continuaram a trocar ataques em território libanês, apesar do acordo entre Teerão e Washington que declarava o fim das "operações militares em todas as frentes".

Eis os principais pontos a reter:

Mais ataques mortais no Líbano

Ataques israelitas mataram 18 pessoas durante a noite no sul do Líbano, com várias vagas de bombardeamentos a atingirem áreas povoadas no distrito de Nabatieh.

Os ataques ocorreram depois de quatro soldados israelitas terem sido mortos no sul do país quando um explosivo do Hezbollah atingiu um tanque, segundo as forças armadas israelitas.

Vance critica Israel

O vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou na quinta-feira que a ofensiva israelita prejudicou as negociações.

Vance criticou duramente os responsáveis israelitas que atacaram verbalmente o presidente dos EUA, Donald Trump, deixando um aviso: "Se eu fizesse parte do governo israelita, talvez não estivesse a atacar o único aliado poderoso que me resta em todo o mundo."

"Todo o Líbano deve arder"

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, uma das figuras mais à direita do executivo israelita, afirmou que "todo o Líbano deve arder" após a morte dos soldados.

Já o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, defendeu que as forças israelitas devem "abrir os portões do inferno".

As forças israelitas ocupam atualmente uma vasta faixa de território no sul do Líbano. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, já deixou claro que não tem intenção de retirar as tropas dessa área, e alguns responsáveis israelitas têm comparado a campanha militar no Líbano à que foi conduzida em Gaza.

Recuperação do tráfego no Estreito de Ormuz

Capitães de navios alertaram que poderão passar várias semanas até que o fluxo de tráfego marítimo regresse aos níveis anteriores à guerra.

Apesar da insistência dos Estados Unidos de que o Estreito de Ormuz voltará a funcionar sem portagens ou restrições, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão afirmou que uma nova autoridade criada para o efeito passará a gerir a circulação de embarcações através deste estratégico corredor marítimo para o comércio mundial de petróleo.

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